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Aqui você encontrará tudo sobre o anjo e homem Michael Jackson e também poderá conhecer pessoas com os mesmos gostos que você. Irá conviver e aprender muito mais sobre este artista e ser humano maravilhoso que é Michael Jackson!

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------- Equipe Neverland -------

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[FINALIZADA] O homem dos meus sonhos - Parte 03

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ale massuqueto


Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
Amigas...

Quero me desculpar primeiramente pelo sumiço, estou com problemas em meu pc, o que dificulta a postagem...
Mas hoje estou aqui para postar!
Espero amanhã poder responder a cada uma de vocês...
Beijos minhas amigas e fiquem com Deus....

ale massuqueto


Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
Mesmo estando ainda usufruindo do sucesso Michael continuava a sofrer com problemas em sua pele, problemas que se agravaram mais com a queimadura que sofreu durante a gravação do comercial da Pepsi. Sua pele já obtivera um tom mais claro, ele vinha se tratando com um dermatologista muito popular no meio das estrelas naquela época. Arnold Klein iniciara um tratamento especial para Michael, e vinha conseguindo obter resultados, já que a pele do paciente estava com um tom mais claro, não podendo se perceber ainda a profundidade do problema que ele tinha.

Michael se submetera a mais uma cirurgia plástica, onde, fizera um retoque no nariz e implantara um pequeno furo em seu queixo, deixando seu rosto ainda mais marcante e belo.
Raquel observara as mudanças, mas nada dissera do que achara quando seu pai lhe questionara. E naquele mesmo dia abordara com seu pai a idéia que estava tendo de procurar um emprego.
De início seu Pai não topara muito com essa possibilidade, mas após uma longa conversa com ele, seu pai acabara aceitando.

Por sorte do destino ou simplesmente por seus méritos e força de vontade, Raquel consegue arrumar um emprego. Ali, aprende tudo muito rapidamente. Seu crescimento é aparente para todos. Além da oportunidade do emprego, ela ainda podia contar com o apoio da empresa, levando sua filha junto consigo, e deixando-a no berçário. Mas como sua contratação fora temporária, ela acabaria tendo de procurar por outro emprego. E foi aí que surgiu uma nova possibilidade, seu atual patrão, acabou “ajeitando” uma nova oportunidade para ela.

No outro dia Raquel tinha uma entrevista na A&M Records. Uma gravadora já de renome. Não queria perder aquela oportunidade por nada em sua vida.

Ao chegar e se deparar com o prédio da gravadora A&M, fica encantada, jamais imaginara que um dia pudesse trabalhar em um local como esse.

Entra no prédio e passa suas informações para a recepcionista, que logo a informa que poderia subir para conversar com o diretor da gravadora.

Raquel sobe de elevador, sente um frio se apossar de seu estômago, estava ansiosa. Chega à cobertura e lá se espanta ao se deparar com o luxo da sala de espera do escritório do diretor.

Ficara mesmo impressionada ao ponto de não ouvir o seu futuro chefe chamando-a.

Ele a chama novamente:

- Raquel!

Ela volta seu rosto em direção ao dele e fica paralisada. Ali a sua frente, encontrava-se o segundo homem mais lindo que já vira em toda sua vida. Claro que em primeiro estava Michael, que ainda era o seu único e verdadeiro amor, apesar de tudo o que lhes acontecera.

O jovem rapaz também ficara impressionado com a beleza da jovem a sua frente. Nunca vira olhos castanhos tão expressivos quanto aqueles. E lábios tão tentadores. Sentiu no mesmo instante seu pulso se acelerar. Mas percebendo o embaraço dela com seu olhar insistente, volta a realidade.

- Me acompanhe, por favor, Raquel! – dizia ele, enquanto se encaminhava para dentro do escritório.

Raquel o segue. Mas ainda se encontrava sem jeito. Ambos haviam estado se avaliando lá fora, e isso não era um bom começo, já que teriam de trabalhar juntos.

Ele pede para que ela se sente. Pulam todas as boas maneiras como se sugere a etiqueta. Não trocam cumprimentos e nem se apresentam.

Ela faz o que ele pede, sentindo-se ainda estranha com o que lhe acontecera na ante-sala.

- Pois, então Raquel... – diz ele, tirando-a do devaneio. – recebi excelentes recomendações em seu nome hoje pelo meu amigo Andrew.

Ela arregala os olhos e sente seu rosto corar com a maneira que ele a olhava.

- Andrew disse que sentia em perdê-la, mas disse que você merece uma oportunidade, e é por isso, que você está aqui agora. Quero conversar com você, para ver se chegamos a um acordo.

Ele prossegue falando sobre o trabalho que ela teria que executar na empresa. Fala também sobre os benefícios, e é nesse momento que Raquel o interrompe:

- Senhor, gostaria de saber se a empresa possui algum berçário ou algum serviço do gênero?

Ele fica surpreso com a questão levantada por ela.

- Não, Raquel, nossas instalações não possuem um espaço para crianças...

- É que senhor... – diz ela se enrolando para lhe explicar a situação. – eu tenho uma filha, e ela está com apenas um ano e três meses, e eu não tenho onde deixá-la, já que meu Pai trabalha. Não há ninguém para cuidar da minha Kathe, por isso, perguntei ao senhor...

Ela tenta se explicar e consegue. Se enrolara um pouco com as palavras, mas deixara bem claro que se não tivesse onde deixar a filha, não poderia aceitar o emprego. E pensando rapidamente o diretor chega a conclusão de que poderiam encontrar uma vaga em um berçário próximo a gravadora.

Dear Michael


Fã Máximo
Fã Máximo


Ahhhhhhhhhhhhhhhhh, parece que tudo está entrando nos eixos, para Raquel,

mal vejo a hora de Mike finalmente encontra-la

Maria Cecília Bad

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Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
AHHHHH TUDO ESTÁ INDO BEM!!
ESTÁ TUDO DANDO CERTO PRA ELA QUE BOM... ESTOU ANCIOSA PELO ENCONTRO DOS DOIS...

macario


Fã Máximo
Fã Máximo
eu relamente gosto muito da sua fic

ale massuqueto

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Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
Amigas querida de meu coração...

Novamente eu sumi....kkkk...
Não é por má vontade, é que meu computador não está me ajudando!
Tenho tido problemas, e hoje, por sorte ele está funcionando de boa... só não sei até quando...
Queria respojnder a vocês, mas tenho medo que o negócio trave aqui, por isso, vou ir postando.

ale massuqueto

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Super Fã Veterano
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Mãe e filha conquistam a todos na gravadora. Não havia uma pessoa que não se encantasse com a história de vida daquela jovem, que fazia de tudo por sua filha. Seu chefe, após conhecer a menina, ficara igualmente encantado com a garotinha.

Raquel ficara muito feliz com isso. E o ambiente dentro de sua casa era de felicidade e contentamento, já que seu Pai também regressara para uma nova oportunidade de emprego. Ele estudara e acabara de concluir seus estudos na escola policial de Nova Iorque. Agora, depois de algumas semanas após o término fora convocado para se apresentar. E quando retornou para casa no mesmo dia em que sua filha estava cheia de novidades após o primeiro dia de trabalho, contara a ela sobre a chance que ganhara. Começaria no setor administrativo da polícia, mas quem sabe em um futuro próximo pudesse estar nas ruas protegendo os cidadãos nova-iorquinos.

Raquel chora de felicidade. Definitivamente a vida de sua família mudara. Para fechar esse pacote de alegrias, faltava somente sua avó ali com eles, daí tudo estaria definitivamente maravilhoso.

Os dias se passam e eles seguem contentes com seus novos empregos. Tudo estava indo maravilhosamente bem. Raquel já não era mais reconhecida por seus colegas pelo nome, devido há um dia que sua filha lhe chamara pelo apelido dado por Michael: Ket. A garotinha, às vezes, chamava a mamãe pelo apelido, porque tinha dificuldade em pronunciar “mother”, era mais prático para ela, como assim se tornou para seus colegas, agora ela era conhecida como “Ket” por todos.

E Ket foi ganhando espaço dentro da gravadora, chegando ao ponto de Richard Elvis detê-la mais como sua secretária. A solução foi ele contratar outra pessoa para a função dela e designá-la para a administração da empresa. Raquel passara a ser subgerente financeira, galgando mais um degrau para seu crescimento. Após terminar seus estudos técnicos de administração, teria de fazer uma graduação em Contabilidade ou Administração. E era isso o que ela faria.

A cada dia que passava a gravadora crescia mais, contratando novos artistas e assim deixando seu nome dentro da história americana.

Dentre essas novas contratações, encontra-se uma menina que agora decidira caminhar com suas próprias pernas, despedira seu pai e zero. Janet Jackson era a mais nova aposta dos produtores da gravadora. Richard Elvis ficara com um pé atrás quando fora contatado por dois dos seus melhores produtores em relação à jovem, acreditava que ela estava querendo viver as sombras de seu já famoso irmão. Mas ele estava duplamente errado, quando Janet decidira ir para Nova Iorque, decidira que dali em diante seguiria escrevendo a sua história, sem usar o nome de Michael para abrir-lhe as portas, faria sucesso por conta própria, e ela acreditava em si, assim, como os produtores tinham plena confiança no sucesso dela.

E em um dia inesperado, Janet surge no prédio da A&M para assinar seu contrato. Richard Elvis é avisado sobre a presença de sua nova contratada e fica irritado com isso, já que não tivera ao menos tempo em redigir o contrato. Em seu desespero ele pede para Raquel ajudá-lo. E ela de pronto atende seu chamado.
Entra no elevador, subindo para ajudar seu chefe. E quando as portas do elevador se abrem no andar solicitado por ela, Raquel fica em choque ao encontrar sua cunhada sentada ali a sua frente.
Janet percebe o assombro da jovem e sorri. Seu sorriso novamente é fatal para Raquel, pois, ele lembrava e muito o do irmão. Sente seu coração doer como há muito não ocorria.

Percebendo que sua atitude soara estranha para as pessoas ali presentes na ante-sala, Raquel respira fundo e segue caminhando até se aproximar de todos.

Cumprimenta a todos com um gesto de mão e sorri para eles.

Janet percebera a mudança na garota, só não conseguia entender o porquê dela se portar daquela maneira. Enquanto ela se questionava, Richard Elvis abre a porta e chama a garota:

- Ket, por favor, entre para que iniciemos o trabalho!

Naquele momento Janet fica paralisada, deslumbrada com o homem que surgira de dentro do escritório. Sente seu rosto corar. E seus olhos mantêm-se firmes no jovem diretor da gravadora.

O jovem rapaz mal a notara ou fingira isso. Janet sente-se insultada com a atitude dele, que é a de chamar a garota e depois a de fechar a porta sem cumprimentá-la.

Sente seu sangue ferver por dentro. Não acreditando que o diretor da gravadora pudesse ser tão mal educado quanto seu pai. Já que Joe se portava dessa forma: esnobando as pessoas. Pensa na mesma hora que entrara em uma furada.

E ao perceber o distanciamento dela um dos produtores indaga-a e pede desculpas pelo jeito de Richard. Janet faz que compreende, mas por dentro ainda se roia.

“Como um homem tão belo podia ser tão mal educado?” Questiona-se ela.

A questão fica no ar, pois, Raquel abre a porta e pede para que eles entrassem.

Ela mal começara seu trabalho, mas enquanto eles conversavam, prosseguia digitando os dados passados pelo seu chefe.

- Ket! – chama Richard Elvis tirando-lhe a concentração.

Ela o olha por sobre a máquina e questiona-o com o olhar.

- Traga-me os papéis. – pede ele.

Ela se levanta e entrega-lhe os papéis.

Nesse momento Raquel voltou a chamar a atenção de Janet, principalmente após ela ouvir: Ket. Sabia que poderia haver muitas “Cat’s” mundo afora, mas aquela “Ket” soava diferente da mesma forma que ela ouvira algumas vezes seu irmão chamando a esposa.

Janet mantém seu olhar firme na garota. Procura em suas mãos algum sinal de aliança, mas nada encontra. Fica mesmo surpresa com tudo aquilo. Não se dera conta no início, mas sentia que ali tinha algo. Só não sabia o que era: instinto ou alguma bobagem sua mesmo.

ale massuqueto

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Super Fã Veterano
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Raquel sente o olhar insistente de Janet, e isso a incomoda, pergunta ao diretor se ele ainda precisaria dela, como ele recusa, retira-se indo de encontro à filha.

Quando encontra a sua pequena Kathe, abraça-a com profundidade, como que buscando forças para o que acabara de passar.

E isso Raquel pode constatar por conta própria, já que logo depois da gravadora selar seu compromisso com Janet, eles a levam para conhecer o estúdio de gravação, que por sinal, era do mesmo lado de sua sala.

Novamente acabam se encontrando naquele dia. E de novo Janet fica a observá-la. Só muda a direção de seu olhar, quando avista uma criança.

Surpresa por encontrar um bebê ali, Janet segue seus instintos e se aproxima da pequena, que ao vê-la ergue os bracinhos para ser pega no colo.

Nesse momento Raquel suava frio. Suas pernas tremiam e seu semblante estava pálido.

Richard percebe que ela não estava passando bem e pede para que ela se sente, enquanto buscava um copo de água.

Janet pega a criança no colo e depois volta a olhar para Raquel. Percebe a tensão no rosto da garota, não conseguia entender a apreensão que ela tinha nos olhos. Daí cai em si, imaginando que essa sua atitude de pegar a criança sem pedir a ela, deveria tê-la deixado nervosa.

- Desculpe-me! – fala Janet, dando-lhe em seguida uma explicação. – é força do hábito, não posso ver um bebê que já quero pegá-lo. Deve ser por causa de meus sobrinhos, gosto demais de crianças.

Raquel se pusera mais tranqüila, precisava se esforçar para que não desse bandeira e levasse Janet a desconfiar de algo. Mas a emoção a estava dominando de uma forma, que não sabia como agir.

Ela admirava aquela moça que estava ali a sua frente, sempre quisera conhecê-la, e agora, ela estava ali, mas sequer imaginava quem ela era. Só que nesse caso, era melhor que ela sequer desconfiasse.

Raquel se põe de pé e pede desculpas para Janet:

- Desculpe-me Janet, é que hoje não me encontro bem mesmo, devo ter comido algo que me fez mal... – explica ela cheia de evasivas

Janet compreende a moça e pede para que ela não se preocupasse.

- Pelo que vejo, minha filha gostou de você! – diz raquel já arrependida pelo comentário que fizera.

- Sua filha!? – questiona Janet curiosa, agora mais do que nunca. Aquele alarme soava sem parar em sua cabeça. Era como um quebra-cabeça, que logo ela desvendaria.

- Uhum... – responde ela se enrolando com as palavras. – É a minha pequena Elizabeth... – diz ela empregando o segundo nome, para não gerar desconfianças na cunhada. Pois, se ela soubesse que o nome da criança era Katherine Elizabeth, depois de terem ouvido ela sendo chamada de Ket, poderia levantar suspeitas.
Agira rapidamente e pelo visto conseguira enrolá-la. Acreditava que seria impossível Janet descobrir que era sua ex-cunhada, mas, era sempre bom se policiar, já que a gente nunca sabia do dia de amanhã.

Janet conversa com a menina que resmunga algumas palavras desconexas para a tia. Ficam ali a trocando palavras e carinho, já que Janet não parava de acariciar a menina com toda a doçura que havia dentro de si. E recompensando-a, Kathe, tentava imitá-la.

Raquel assiste aquele improvável encontro com o amor brilhando em seus olhos, por mais complicada que fosse a situação, era muito emocionante poder ver a sua filha interagindo com algum membro da família do Pai, ainda mais, sendo esta pessoa Janet, que era simplesmente a irmã querida de Michael.

Enquanto ficava a observá-las, Richard volta com o copo de água, parecia que se passara uma eternidade desde que ele saíra dali. Ele estende o copo que Raquel pega e toma.
Ele olha para ela ainda preocupado.

Janet percebe algo entre eles. Percebia o carinho que o diretor tratava a jovem. Sente um pequeno aperto no coração. Não entendia como aquele homem estava mexendo com seus sentidos. Jamais sentira algo assim por um de seus outros namorados. Mas agora, tudo era tão diferente.

Só que ela tenta deixar de lado esses sentimentos novos que a assolavam e volta a sua atenção para a bebê. Fica a observá-la e percebe uma diferença dela que lhe chama a atenção, a criança tinha os dedos como os de seu irmão Michael, que parecia haver pequenas calosidades em suas juntas.

Para outras pessoas isso podia passar despercebido, mas para ela era algo notável e preocupante. Pois, conhecera somente duas pessoas com essa característica até hoje: seu irmão e a menina.

Queria poder analisar melhor aquela criança, mas a mãe dela se aproximara e não tinha como Janet ficar examinando como se a menina fosse um objeto científico. Só tinha uma certeza naquele momento: que faria o possível e impossível para descobrir tudo sobre aquela jovem e sua filha, já que seu pressentimento dizia que ela era alguém para lá de especial.

ale massuqueto

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Raquel pega a filha nos braços e ela se bate um pouco, gostara do carinho de Janet.

Janet sorri para raquel e acalma a criança dizendo que logo voltaria e que poderiam brincar juntas.

A menina sorri para ela e bate palminhas de alegria.

Raquel sorri com a alegria da menina. E fica abismada com o comportamento da filha, pois, ela não era tão dada assim, era um pouco desconfiada. Mas para Janet, simplesmente se entregara, como se a conhecesse desde bebê.

Nada havia passado despercebido para Richard, ele notara o quanto Raquel ficara mexida com a presença de sua nova contratada, só não conseguia entender o porquê disso.

Percebera também meio que a contragosto de que a jovem Jackson era uma garota esforçada. E que ela queria mesmo buscar seu espaço, longe dos holofotes voltados para seu irmão.

Em sua volta para casa, Janet estava preocupada, absurdamente preocupada. Indagara aos produtores algumas coisas sobre a garota, mas eles pareciam saber muito pouco sobre ela. Souberam dizer a ela somente de que ela começara como secretária e de que agora fazia parte da equipe de finanças. E de que desde o início a criança estava lá com ela.

Queria descobrir o nome e tudo mais sobre a garota. Retorna para Los Angeles e decidida decidira procurar o irmão para tirar algumas dúvidas.

E mal chega lá e segue direto para Neverland. Morria de sono, mas precisava conversar com seu irmão, queria esclarecer algumas coisas com ele e dessa vez Michael não lhe escaparia como fizera nas outras vezes.
Chegou em Neverland uma hora e pouco depois. Mais do que nunca precisava tomar um banho e dormir. Conversa com Michael sobre algumas frivolidades e pede para ele se poderia descansar um pouco. E é claro que ele não se nega.

Ela segue para o quarto de hóspedes preocupada com o irmão, Michael estava estranho, era como se estivesse dopado. Mas estava tão cansada que só poderia tomar o banho e se deitar, depois se preocuparia com isso.

Dorme direto por três horas, acorda-se sobressaltada. Sai do seu quarto e procura pelo irmão no quarto dele, mas não o encontra lá. E mais uma vez tomada pela curiosidade, aquela mesma que a levara a observar a criança, começa a andar pelo irmão e a vasculhar as coisas. Para em frente a uma pequena estante com alguns livros que Michael vinha lendo. E lá avista Peter Pan, livro que ele nunca se desfazia ou afastava-se. Guiada pela curiosidade Janet pega-o e abre, foleia-o e dele cai uma foto.

Ela se abaixa para pegar e quando a vê fica paralisada, simplesmente em choque com o que acabara de descobrir. Não acreditava que as coisas pudessem se esclarecer tão rapidamente, ou melhor, de que suas desconfianças seriam confirmadas. Então, aquela “Ket” da gravadora, era a mesma “Ket” de seu irmão.
Janet sente seu coração pular dentro do peito. Suava frio e as mãos lhe tremiam, ao ponto dela quase derrubar livro e foto no chão.

Ela escuta um barulho no corredor e coloca rapidamente o livro no lugar. Dobra a foto e coloca em seu bolso.
Michael entra no quarto e se assusta com sua irmã ali parada próxima a porta.

- Janet, o que faz aqui? – pergunta ele receoso.

- Ué, estava te procurando Michael.

Ele arqueia a sobrancelha direita como que desconfiando dela. Mas Janet mal se importa, estava tão feliz pela descoberta que fizera, que só queria saber naquele momento em trazer a felicidade para a vida de seu irmão novamente. Pois, tinha certeza, por mais que ele dissesse que tudo estava indo as mil maravilhas, tinha certeza de que o coração dele estava aos pedaços, desde que deixara o amor de sua vida de lado.
Agora ela poderia dar um jeito de uni-los, somente precisava descobrir o que os levara a separação. E, era isso o que ela iria começar a investigar a partir daquele momento.

Ela se aproxima da cama do irmão e senta-se indisciplinadamente. Michael a observa com atenção, já pressupondo que estava aprontando-lhe algo.

Janet nota o olhar perscrutador e finge que não está nem aí.

- Janet, não adianta você me lançar esse olhar “de quem não está ligando”, porque eu conheço você garota, e sei que você está querendo algo ou tramando alguma coisa.

Ela sorri travessa. Michael a conhecia mesmo. Não adiantava ela fingir, teria que ir direto ao ponto com o irmão. E sobre aquele olhar incisivo dele, lança a questão que a estava corroendo por dentro:

- Quero saber por que você se separou da Raquel? – pergunta ela direta.

Michael fica pálido com a pergunta. Não tivera um dia bom. Tivera remoendo o dia todo seu romance com sua ex-mulher. Sentia um vazio enorme no lugar onde ficava seu coração. E agora sua irmã vinha ali perturbá-lo com o assunto.

Sente suas mãos tremerem por conta do nervosismo e também pela mistura que fizera durante o dia. Tomara alguns medicamentos e depois uma taça de vinho branco. Aquilo não lhe caíra nada bem.

Não sabia o que responder. Sua vontade era de colocá-la para fora de seu quarto. Mas sabia que não poderia tratar sua irmã dessa forma. E por isso, acaba se aproximando da cama e se sentando, negando-se a responder ficando apenas calado.

Só que Janet era insistente e voltou a questioná-lo. Novamente ele fica mudo.

Perdendo a paciência ela lança a segunda dúvida que a corroia:

- Você já parou para pensar Michael que aquela garota pode ter engravidado de você!? – fala rispidamente, enquanto ficava de pé e de frente para o irmão, encarando-o sem desviar os olhos.

Michael volta a ter aquela reação. Fica pálido, sente um tremor pelo corpo ao mesmo tempo em que transpirava sem parar.

Janet percebe que fora longe demais devida à fisionomia do irmão. Ele não estava bem, e ela não tinha notado isso antes. Agora quem estava se sentindo mal era ela.

- Desculpe-me Michael, não queria deixá-lo desse jeito. – pede ela cautelosamente.

Ele a olha, mas não conseguia manter seu olhar focado nela. Sentia-se encurralado. Tinha vontade de fugir, sumir dali. Queria paz. E nesse momento somente dúvidas e atormentavam seu coração e pensamentos.

- Janet... – diz ele sem forças na voz.

Ela ouve seu nome naquele tom fraco e rapidamente se aproxima do irmão.

Olha-o assustada. E Michael não se contém mais e dá vazão ao pranto. A dor que guardara por meses em seu coração. Já não suportava mais guardar tudo aquilo somente para si. Precisava desabafar colocando tudo para fora.

Sua irmã se aproxima e abraça-o, como se ele fosse uma criança indefesa, igual à menininha que tivera em seus braços na manhã.

- Janet... – diz ele novamente. – Não sei o que dizer... – sua frase é cortada por um soluço. – dói muito mana! Dói! – fala desesperado. – eu achava que tinha superado isso tudo. Mas hoje, logo hoje, parece que a ferida reabriu e aquela dor voltou com tudo! – finaliza fatalmente.

Janet podia sentir a dor do irmão, era algo quase palpável. Não imaginava que ele estivesse tão magoado.

- Vamos Michael, conte-me tudo! – súplica ela. – Coloque para fora isso o que está te machucando.
Ele faz um gesto de concordância com a cabeça.

- Sim, vou tentar Janet. Mas só te peço uma coisa... – ela concorda com um sinal positivo com a cabeça. – não quero nunca mais falar sobre isso, ok?

Novamente ela concorda.

E então ele começa a contar a ela. Disse que descobrira que sua esposa vinha lhe traindo. Contara sobre as fotos e tudo o mais. E que nunca mais fora procurado por ela após aquele episódio das fotos. Que ela não lhe mandara uma carta ou tentara tirar satisfação por ter se afastado. Michael presumia de que ela estivesse feliz, vivendo com o seu amante.

Janet escutava aquilo tudo. Parecia que tinham jogado um balde de água fria em sua cabeça, ao ponto de ela não conseguir mais ordenar seus pensamentos com coerência.

Somente o ouvia para que depois pudesse chegar as suas próprias conclusões.

Ao menos agora podia entender o do porquê que ele se afastara da esposa sem querer saber dela.

- E hoje Janet, eu recebi a notícia de Branca de que ela não está mais morando com sua avó. Ele tentou saber dela por algumas pessoas, mas ninguém sabia lhe informar sobre o paradeiro dela. Logo agora que eu precisava encontrá-la para obter o divórcio.

- Divórcio Michael!? – questiona espantada.

- Sim, Janet. Não posso permanecer casado com essa mulher. Preciso recomeçar minha vida, e para isso, preciso me desatar desse laço do passado. – explica ele.

- Hum... Mas conte-me, você está pensando em se casar mano?

- Hã... Claro que não Janet! Nesse momento só quero me livrar disso. É só isso o que quero!

Ela não acreditava no que ouvira. Tinha a impressão de que seu irmão queria mesmo é saber como andava sua ex-mulher. Mas não se atreveu a lhe dizer isso, senão, ele a deixaria falando sozinha.
- Humm... mas não conseguiu saber nada dela Michael, nada!?

- Pois é mana, nada! Parece que ela se escondeu sumiu, simplesmente sumiu!

- É estranho isso, não é irmão? Pelo que você disse, ela poderia estar vivendo com aquele outro rapaz...
Ele a interrompe e conta-lhe:

- É... foi o que eu pensei, mas o detetive que mandei juntamente com Branca, localizou o cara, mas pelo que consta ele está sozinho. E ainda por cima, um bebum daqueles! – diz Michael sorrindo travesso.

Janet sorri do jeito do irmão.

- Tenho certeza de que a Ket jamais viveria com um homem daqueles! – diz confiante.

Janet ri do jeito do irmão. Não conseguia se conter. Mesmo ele estando magoado com ela, ainda admirava a esposa e reconhecia nela os seus verdadeiros valores. Se não fossem aquelas fotos ainda poderiam estar juntos. Agora ela tinha certeza de que aquilo fora armado por alguém que queria separá-los. Estava na cara. Ela tinha certeza de que Raquel jamais traíra seu irmão. “Mas quem fora o abutre que fizera isso?”

ale massuqueto

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Super Fã Veterano
Super Fã Veterano

Essa dúvida ficaria a povoar seus pensamentos por muitos meses ainda. Agora o que queria era juntar os dois novamente. Tinha certeza que aquela linda neném era filha de seu irmão e de que ele sequer desconfiava que se tornara Pai.

Imaginava que muitos acontecimentos em suas vidas ficaram sem serem discutidos devido ao afastamento. Janet teria de agir com cautela, precisaria descobrir o que afastara sua cunhada de Michael. Qual a maldade que fizeram para magoá-la assim como haviam feito com seu irmão.

E por isso, mais decidida do que nunca ela liga para um de seus produtores e pede a ele para adiantarem as gravações. Ela daria um jeito de fazer seu irmão aparecer por lá, não sabia como, mas daria. Primeiro daria um jeito de deixar Raquel mais disposta a recebê-lo, pois, tinha certeza de que ela também estava muito ressentida e guardava tudo para si, como Michael fizera.

Durante o período da gravação ela planejaria melhor as coisas e se aproximaria da cunhada, ganhando-lhe a amizade e na hora que Raquel já confiasse em Janet, ela abriria o jogo, dizendo que queria que ela e seu irmão reatassem o casamento, pois, temia que alguém armara para separá-los.

Mais decidida do que nunca após ouvir tal declaração do irmão pergunta a ele:

- Ok, Michael, se eu bem entendi você disse que ela jamais viveria com um homem daqueles. Então, porque você tem tanta certeza de que ela te traiu com ele!? Será que não pode ter sido uma armação meu irmão!? – indaga Janet deixando seu irmão cheio de dúvidas.

Jamais passara pela cabeça de Michael que alguém pudesse fazer algo tão cruel com ele.

- Só se alguém descobriu sobre meu casamento!? – fala ele pensando alto.

Janet ouve o que ele diz e concorda.

- Creio que seja isso mesmo meu irmão. Mas nesse momento o mais importante é você pensar se é isso mesmo o que quer: se divorciar da sua Ket.

Ele sorri triste ao ouvi-la dizer “sua Ket”. Já não tinha mais certeza se ela era sua mesmo. Ela deveria ter se magoado muito com o afastamento que ele lhe impusera, e ainda mais, por não ter lhe dado nenhuma explicação, já que estivera tão ferido e magoado que não pensara com clareza na época. Ficara cego de ódio pelos ciúmes e pela até então traição.

- Janet irei pensar em tudo o que você me disse, mas nesse momento o que mais quero é me deitar e dormir. Quero acordar desse pesadelo com algumas soluções na cabeça.

- Fique tranqüilo meu irmão. E mais, tenha certeza de que eu te ajudarei no que precisar. E antes que você se deite, vou me despedir de você, porque retornarei amanhã a Nova Iorque para iniciarmos as gravações do novo álbum. Já temos algumas composições prontas e dentre elas há uma que eu quero gravar já!

Michael compreendia essa ansiedade da irmã, enfim, ela se libertara das garras de seu pai, e agora, poderia fazer algo que tivesse a sua cara. Assim, como Michael fizera com “Off the Wall”, mesmo que tivesse feito turnê com seus irmãos, somente em ter a liberdade em escolher seu repertório e produzir era maravilhoso.
Ele tinha certeza de que Janet participaria de cada detalhe do álbum, tal como, ele fizera nos seus. Não era a toa que ela era como uma parte sua, gêmeos com idades diferentes, mas muito parecidos na forma de pensar e agir.

Michael sorri e abraça a irmã. Deseja-lhe boa sorte e caso ela precisasse de uma mãozinha, Michael disse que estaria ali para ela.

Janet agradece e disse de que se precisasse o procuraria mesmo. Pediu a ele também para que fosse paciente em relação a Raquel, que pensasse bem antes de qualquer passo que fosse dar.

Michael concorda e disse que conversaria com ela sobre as suas decisões. Sorriem um para o outro e se despedem.

Ao sair da casa de seu irmão, novamente ela segue para o aeroporto. Sequer questionara a possibilidade de passar em Havenhurst. Chega ao aeroporto e compra sua passagem para Nova Iorque, seu novo empresário já fizera uma reserva para ela em um hotel.

No outro dia, ela reaparece na gravadora, deixando Raquel tensa. Mas a tensão se tornava ainda maior devido as intermináveis discussões entre seu diretor e Janet. Eles sempre discordavam em um ponto em questão, dificultando as coisas para ela.

Ao fim do dia depois de tudo resolvido, ela sente um alívio ao chegar em casa.

Chega ao hotel mais moída do que nunca. Toma um banho e depois aguarda pelo jantar.

Durante a espera pela sua refeição seu amigo e produtor Lee aparece lá. Conta tudo o que descobrira sobre a garota. Não entendia esse interesse da sua protegida, mas não a julgava, somente fizera o que ela pedira.

- Caramba Lee, nem acredito que descobriu isso! – diz ela abraçando-o.

O rapaz fica contente em poder deixar a garota feliz. Janet estivera tensa o dia todo e aquilo o preocupara.

- Lee, você não sabe o quanto isso vai me ajudar!- dizia ela, já maquinando uma aparição surpresa de seu irmão lá na gravadora.

Ela conversa com ele por mais um tempo, mas não deixa escapar um fiapo sobre o relacionamento de seu irmão com a garota, por mais que Lee estivesse curioso. Ela dissera a ele que quando as coisas se resolvessem, lhe contaria tudo.

Naquela noite ela ligou para seu irmão. Novamente estranha a voz de Michael, parecia que ele estava dopado como no dia em que estivera em sua casa.

Conta a ele que precisaria de sua presença na segunda-feira para ver o que ele achava de algumas músicas que escolhera para seu álbum.

Ele concordou com o que ela lhe pedira. E afirmou que segunda estaria lá. Só não podia deixar sua gravadora descobrir, por isso, iria disfarçado.

Janet riu. Mas concordou com ele. Não queria prejudicar o irmão. A única coisa que queria mesmo era ajudá-lo.
E o final de semana chega, com um sábado brusco, que deixava Raquel bastante animada já que não era fã de calor. Ela sai para fazer compras enquanto seu Pai ficara com a neta. Era uma parceria entre eles que vinha dando maravilhosamente bem.

Ela faz as compras para o final de semana e depois retorna para casa. Há uns cinco meses ela e seu pai tinham se mudado do apartamento anterior. Haviam encontrado um maior com três quartos, que equivalia ao valor do apartamento antigo.

Conseguiram negociar e compraram o novo, dando o imóvel como parte do negócio na compra. A mudança lhes fizera bem, apesar de ainda permanecerem no mesmo bairro.

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O pai de Raquel gostava do Brooklin, para muitos podia ser um bairro periférico e violento, mas para quem residia no local, o Brooklin, não era a metade do que a mídia pintava. Era um lugar cheio de pessoas trabalhadoras e esforçadas. E se Nova Iorque vinha passando por período de violência, os culpados não eram as pessoas que residiam nesses bairros de periferia.

A segunda-feira amanhece chuvosa, e Raquel precisa sair antes com a filha, para que não chegassem atrasadas, pois, no horário que pegavam o metrô, era o horário de pico.

Sai com a pequena em seu colo e empurrando o carrinho, que durante o percurso é molhado pela chuva que ventava forte.

Ela toma seu trem e segue para o centro da cidade. Apesar da tensão, seguia feliz com sua menina nos braços. Kathe estava animada e vinha conversando com a mãe em sua linguagem. Algumas palavras já eram compreensíveis, mas outras, só a mãe mesmo compreendia.

Chegam ao prédio da gravadora no horário. Ela coloca a filha no carrinho para pegarem o elevador.

Quando a porta do elevador se abre ela leva um choque, Janet se encontrava no elevador e estava acompanhada por um homem que se parecia com alguém que Raquel conhecia.

Janet pegou o elevador no térreo que dava diretamente ao estacionamento. E Raquel pega-o no 1° andar.
O mesmo choque que ela sofreu, Michael passa. Ali, a sua frente estava sua esposa. Bastava estender o braço que tocaria em seu ombro. Ela estava ainda mais linda do que ele se recordava. Estava mais mulher. Seu coração batia acelerado ao peito. Ele olha para a irmã que lhe dá um sorriso ingênuo.

Michael acreditava que Janet tinha tramado esse encontro. Não sabia como ela descobrira o paradeiro de sua mulher, só sabia que ela devia estar indo ali para falar com ele.

Raquel olha para Janet e a cumprimenta:

- Bom dia, Janet! – diz ela educadamente, arrancando um sorriso da cunhada.

Michael somente fica a observá-las, pois, não sabia como agir, ou melhor, não conseguia reagir.
Raquel volta seu olhar para aquele senhor que estava ao lado de Janet.

Seus olhares se encontram e novamente Raquel leva um choque. Conhecia aqueles olhos profundos. Sente a cabeça rodar. Agarra-se a barra de apoio do elevador e se segura-a firmemente. Fecha os olhos lentamente, tentando recuperar o controle sobre si.

Não podia ser Michael estava ali diante de si. Quanto ela orara a Deus pedindo por esse momento. Mas agora que acontecera não se sentia nem um pouco bem. Queria fugir, mas não podia. E sem lhe dizer uma palavra se vira para frente. Não o cumprimenta. Simplesmente ignora-o como ele fizera consigo anteriormente.

Janet fica assustada com a reação da cunhada. Achava que assim que eles se encontrassem trocariam algumas palavras, nem que fossem ofensivas, mas ao menos diriam algo. E nada. Simplesmente cada um ficou calado em seu canto.

Michael ainda digeria tudo o que estava lhe acontecendo. E Raquel, somente queria fugir, antes que ele quisesse lhe dizer algo.

Desce do elevador um andar antes do deles. Quando aciona o botão para descer, Michael acompanha cada gesto seu. Assim, como quando ela desce do elevador. E é naquele momento que ele enxerga o carrinho de bebê. Até então, somente enxergara a esposa.

Tem um sobressalto. Relembra as palavras da irmã de quando ela o questionara se ele não poderia ter engravidado a esposa. E enquanto a ficha caia, Raquel descia com a filha.

Na mesma hora Michael reage, mas é segurado pela irmã que pede para ele se acalmar.

- Espere Michael! – pede ela suplicante. – Depois que você se acalmar você a procura. Ela estará aqui! Eu sei onde é seu escritório.

Ela mal termina de dizer isso e tem seu braço agarrado pela mão do irmão que a segura com força.

- Por que Janet... Por que fez isso!? – questiona ele revoltado.

Sem medo algum ela o responde:

- Michael, você precisa resolver isso! Para o seu bem e o dela. Mas antes precisa se acalmar. Do jeito que você está não poderá procurá-la!

Michael suspira. Vira os olhos e diz para a irmã:

- Como se você fosse conseguir me deter! – esbraveja ele.

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Enquanto eles seguiam discutindo no elevador, Raquel empurrava o carrinho com a filha como uma autônoma. Não via nada a sua volta. Encontrava-se em choque ainda. Não conseguia acreditar que ele estava ali, tão perto de si.

Pudera olhar novamente naqueles olhos. E neles vira todos os tipos de sentimentos: dor, raiva, remorso e carinho.

Naquele momento tinha certeza de apenas uma coisa: a de que não queria revê-lo. A dor da separação a sacudia por dentro. Sentia uma vontade enorme de chorar. Seu passado estava mais vivo do que nunca naquele momento com Michael ali tão próximo.

Michael e Janet chegam ao andar da diretoria. Ela queria apresentar seu irmão para o diretor, só pediria a ele discrição quanto à visita de Michael ali na gravadora.

Ela faz as devidas apresentações e depois pede para Richard Elvis se poderia usar um pouco o estúdio. É claro que ele não se negou, não iria querer fazer um papelão com o astro da música mundial.

Michael e Janet seguem para o estúdio. Retomam o elevador e descem no andar do escritório de Raquel.
Durante o trajeto Michael se mantém calado. Sua única vontade era a de torcer o pescoço de sua irmã. Mas isso, era algo que ele jamais faria, mesmo que estivesse ardendo de raiva.

Caminham por entre o corredor, até que Michael ouve a voz da esposa. Ela conversava com alguém. Ele afina a audição e continua a caminhar ao lado da irmã.

Raquel estava com sua filha em sua sala.

- Kathe, vamos filha, preciso que você se acalme querida! – pede a mãe com carinho, por mais nervosa que estivesse. Como a criança sentia essa agitação da mãe, acabou também ficando agitada.

Raquel não podia culpá-la. Por isso, age estrategicamente, o horário do mama se aproximava. Ela se senta e pega a filha no colo. Afasta o terninho e abre os botões da camisa. A menina agarra com vontade o bico do seio da mãe, sugando com vontade. E enquanto mamava, ia se acalmando e deixando a mãe mais tranqüila também.

Michael percorre todo o caminho olhando para dentro das salas. Quando vê a esposa de costas com a criança no colo para de andar e fica paralisado olhando ela amamentar o bebê.

Seu pulso se acelera. Suas emoções estão em um reboliço geral. Não sabia mais o que fazer.
Janet olha para eles e dá um pequeno empurrão ao irmão.

- Vai lá! – sussurra ela ao pé de seu ouvido.

Michael se movimenta e faz o que ela lhe diz. Entra dentro do escritório e fecha a porta.

Raquel que estava de costas para a porta, vira sua cadeira e dá de cara com o marido.

Aquele sentimento de imunidade a domina. Fica paralisada, somente olhando-o. Já sua filha, mal percebera a entrada dele, continuava a sugar o peito de sua mãe, como se ali estivesse a sua salvação. Tamanha era a fome que sentia.

O olhar de Michael desce para a menina sendo amamentada. Sente uma emoção diferente dominá-lo. Um instinto paternal surge dentro de si com força total. Tinha certeza de que a menina era sua. Mas não compreendia do porque nunca soubera que se tornara pai.

Agora seus olhos se voltam acusatórios para Raquel. Que não entende essa atitude dele. Quem podia cobrar algo ali era ela!

Mas a emoção que o dominava naquele instante encobria toda e qualquer raiva e dor que pudesse existir entre ele e sua esposa.

“Uma filha” – era a frase que soava em seu subconsciente e coração. Era “pai”. Mesmo que não quisesse ter filhos antes, agora, que tinha ali um pedacinho seu, sentia-se o homem mais afortunado da terra. Queria pegá-la nos braços, cheirá-la e cobrir ela de carinhos.

Raquel percebe que a filha já estava saciada em sua fome. Movimenta a criança em seu colo com todo cuidado para não deixar o seio todo exposto aos olhos do marido.

Só que mesmo cuidando, Michael consegue ver o que ela tentava com toda vontade esconder. Novamente sente uma fisgada em seu corpo.

Ainda a desejava. E aquele desejo se salientou com a rápida visão que tivera do seio nu.
Novamente se encontrava naquela confusão de sentimentos.

Raquel fecha a blusa e se recompõe o melhor que pôde. Levanta-se com a filha nos braços com a intenção de colocá-la no berço que havia em sua sala.

Quando se encaminha para lá, Michael a para com sua mão.

- Deixe-me pega-la Ket! – pede ele educadamente, ocultando seus sentimentos para com a mãe de sua filha.
Ela olha-o seriamente. Não entendia essa mudança repentina em querer saber da filha, já que não as procurara antes.

Mas mesmo sem compreender faz o que lhe pede. Entrega-lhe a menina, que ele pega com todo o cuidado do mundo, como se fosse à jóia mais preciosa do mundo.

Raquel se emociona ao ver sua filha nos braços do pai. Tudo bem que a menina estava estranhando ele, já que Michael estava disfarçado com uma grande barba escondendo-lhe o rosto. Somente quem o conhecia tão como Raquel e Janet, conseguiam ver quem era a pessoa que estava por detrás daquela fantasia.

A menina começa a chorar nos braços do pai. Raquel se aproxima deles e acaricia os cabelos de sua pequena, sussurrando-lhe ao ouvido palavras doces.

- Se acalme minha princesinha, é o Papai quem está segurando você. O papai, aquele moço bonito da foto que te mostrei.

Bem que ela tentara falar baixo somente para a menina ouvir, mas Michael acabara ouvindo tudo. Adorara quando ela o chamara de “moço bonito”.

Kathe se tranqüiliza um pouco com os carinhos da mãe.

Michael olha para sua esposa e fica admirado com a forma cuidadosa e amorosa de que ela cuidava de sua filha.

Interrompendo esse carinho Michael pergunta a raquel:

- Como ela se chama Ket? – sussurra ele próximo ao seu ouvido, provocando-lhe um arrepio.

- Kathe. – responde ela de pronto. Sem sequer se lembrar de que dissera isso a ele em uma das cartas que lhe enviara.

- Kathe? – pergunta ele curioso.

- Isso mesmo, Katherine Elizabeth Jackson.

Michael ouve ela dizer o nome de sua filha e sente uma nova emoção dominá-lo. Sente-se encher de amor novamente por aquela mulher, a mesma que destroçara seu coração há quase dois anos.

- Lindo nome Raquel! Você não poderia ter lhe dado nome mais belo.

Ela olha para ele e concorda.

- Mas para seu pai minha filha, você será Sininho, já que parece se parece com uma linda fadinha.

A menina que até então havia chorado no colo do pai, agora gargalha.

- Pelo jeito você gostou, não é minha menina? – pergunta ele todo babão com a filha.
A menina solta outra pequena gargalhada.

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Raquel que não sabia como agir, senta-se e fica a observá-los, mas sente-se mal em ficar ali olhando para o ex-marido. Não queria que seu coração amolecesse com ele. Por conta disso, levanta-se e sai do escritório, indo até o banheiro.

Lava seu rosto e ao olhar-se no espelho, nota o rubor que cobria suas bochechas. A mesma coisa que acontecia quando conhecera Michael pessoalmente voltava a acontecer: timidez.

Não queria passar essa impressão a ele. Queria que Michael soubesse que ela agora era uma mulher, mesmo sendo jovem era madura e batalhadora.

Seca o rosto e volta para o escritório. Quando entra encontra Michael sentado. A menina dormia no bercinho. E assim que ele a vê começa a questioná-la.

- Raquel, quero saber porque você não me contou sobre nossa filha? – questiona ele enfatizando o “nossa filha”.

Raquel enche-se de coragem e com cautela responde. Não querendo acordar a filha.

- Olha aqui Michael, quem tem perguntas aqui para te fazer sou eu, mas não acho que esse seja o local e a hora para termos essa conversa. Estou em meu local de trabalho, e como o tal, tenho muitas coisas para fazer, por isso, se você me der licença... – diz ela entreabrindo a porta.

Michael se coloca em pé e se aproxima dela fechando a porta.

- Você está com razão querida... – diz ele irônico. – esse não é o lugar mesmo, por isso, quero que você me encontre no hotel em que estou hospedado, hoje no seu horário de almoço. Temos muito o que conversar Ket!

Ele iria dizer algo mais, mas são interrompidos por Richard Elvis que tinha ido ver a sua “afilhada”. Raquel dera a ele o título de padrinho, pois, sua filha tinha verdadeira adoração por ele.

Ele entra no escritório e estranha encontrar Michael ali conversando com Raquel. Apesar, de na verdade eles não parecessem estar conversando, e sim, discutindo.

Olha de um para o outro sem entender nada. Havia uma tensão quase palpável circundando por eles.

- Bom dia Ket! – dizia ele entrando entusiasmado. Mas fechando a cara ao ver Michael disfarçado ali com ela.
Michael para de falar e indaga com o olhar Raquel: “Como assim: Ket?”

Raquel compreende aquele olhar de Michael, mas se faz de desentendida. Ignora a pergunta e responde ao seu chefe:

- Bom dia, Richard! – estende a mão que ele segura e leva aos lábios.

Michael assiste a cena e sente uma onda de ciúmes dominá-lo. Seus olhos soltam chispas de raiva. A vontade que sentia era a de colocar aquele engravatado para fora do escritório de sua esposa e tomá-la para si, deixando bem claro a quem Raquel pertencia.

Nesse momento Janet também aparece por lá. Achava que o irmão estava demorando demais, e temendo que ele armasse algum escândalo, retorna para o escritório. A porta estava fechada. Ela bate e Raquel diz para ela entrar.

No momento em que entrou vislumbra seu irmão no interior da sala se contendo. Via nos olhos dele que ele estava se roendo de raiva. Ciúmes na certa!

Olha para Richard Elvis, que ficava babando pela funcionária sem sequer esconder, e enfim, seus olhos encontram os da cunhada. Que são diretos e acusadores.

Raquel entendera tudo o que ela fizera. Por isso, podia ver o quanto ela estava chateada consigo. Só que naquele momento não havia como conversarem. Quando tivesse oportunidade, tentaria esclarecer tudo com ela. Tinha que fazer isso, já que queria muito ter a amizade de Raquel.

Ela passa por Richard, que assim que a vê desvia os olhos de Raquel, e olham-na fixamente. Pede licença ao irmão e se aproxima da sobrinha.

Michael resmunga somente para ela ouvir:

- Minha Kathe, Dunk!

Ela concorda com ele com os olhos brilhando de lágrimas. Acaricia a cabeça da criança. Era sua sobrinha, por isso, desde que a conhecera ficara encantada. Sentira algo e não estava errada.

Agora todos reassumem seus papéis. Raquel senta-se na sua cadeira e assume o papel de assistente financeira. Janet pede para o irmão acompanhá-la e junto com eles vai Richard Elvis, que queria ouvir o ensaio da primeira música pronta.

E lá no estúdio eles permanecem por quase uma hora. Raquel tenta escapar do reencontro com Michael.
Ele reapareceu em sua sala, pedindo para ela para que fosse ao final do dia ao hotel onde estava hospedado. Disse que permaneceria ali com sua irmã.

Mas inventara aquilo como uma desculpa, para poder pensar em tudo o que lhe acontecera naquele dia. Ele precisava de uma hora sozinho para respirar e decidir o que seria melhor a fazer.
Raquel retorna para sua sala, apanha sua filha e avisa a recepcionista que estava de saída, queria um tempo para si, para pensar em tudo o que lhe ocorrera.

Ao final da tarde conforme o combinado com Michael, ela seguiu para o hotel, deixando a filha com o pai. Sabia que aquela conversa entre eles seria definitiva, por isso, achou melhor deixar a criança em casa.
E fez o certo. Ao se deparar com Michael a sua frente, no momento em que ele abria a porta para dar passagem para ela, Raquel sentiu seu coração disparar ao peito.

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Um misto de agonia e euforia a dominam. Ela segue caminhando para dentro da sala, tendo ao seu lado Michael, que se mantinha calado.

Michael controlava-se ao máximo para não cair aos prantos perante sua esposa. Sentia-se um miserável.
Naquela mesma tarde sua irmã aparecera em seu quarto, trazendo-lhe documentos que revelavam toda a armação sórdida que seu pai armara contra ele. Michael se desesperara, se não fosse por Janet acalmá-lo, não se sabe o que ele poderia ter feito.

A dor que sentia era sufocante. Tê-la ali ao seu lado e imaginar que dali uns instantes poderia perdê-la novamente, só que definitivamente, deixava-o perdido.

Raquel percebe a tensão que dominava seu marido, as mãos de Michael tremiam, e ele não conseguia olhar em seus olhos.

Acreditava que algo de muito sério ocorrera com ele, mas temia questiona-lo, já que não fazia mais parte de sua vida, sendo rechaçada.

Através de um sussurro ele pede para que ela se sente. Raquel o atende e faz.

Michael senta-se também, mas logo se põe de pé, precisava tirar aquele peso de seus ombros, e esclarecer tudo com a esposa o quanto antes. Logo, antes que pirasse de vez.

Se encaminha até o quarto e pega o envelope que sua irmã lhe dera.

Ele suspira e respira profundamente e retorna e entregando a Raquel.

Ela o pega e abre.

Quando retirou as fotos, ficou em choque.

Ela olha para ele sem entender.

- O que significa isso? – pergunta em tom choroso.

Ela se recordou daquele dia. Estremeceu.

Michael pede para ela ler aquelas anotações.

Raquel pega os papéis com as mãos tremendo. Parecia estar vivendo um pesadelo.

Ela começou a ler. Sentiu uma ânsia. Somente teve tempo de se levantar o mais rápido que pôde e correu para o banheiro.

Lá colocou tudo para fora. Lavou o rosto e voltou para o quarto.

Seu olhar encontra o de Michael, que só demonstravam preocupação com ela.

Ela disse que estava bem.

- Michael, aonde você conseguiu isso? – perguntou, levantando as fotos e a papelada com as mãos.

- Janet. Ela me entregou hoje. – respondeu num fio de voz.

Raquel não compreende.

- Ela encontrou na casa de meus pais.

Raquel sofre um impacto com aquela revelação.

- Eu não entendo Michael... – disse ela com a voz em tom choroso.

Ele tenta se aproximar, mas ela não permitiu.

- Quero que me explique isso. Agora! – chorava, mas estava impaciente.

- Pode deixar que eu te explicarei.

E ele começa a narrar à história daquele dossiê.

A cada revelação Raquel sentia mais nojo em estar metida naquela sujeira.

- Quando eu sofri aquela queimadura durante as gravações da propaganda da Pepsi, meu pai se aproveitou de minha fragilidade entrou em meu quarto, e colocou as fotos lá. – ele para de falar e olha nos olhos dela. Podia ver a dor estampada ali. – ao acordar eu acabei encontrando aquelas fotos. Daí, você já pode fazer idéia da reação que tive. Fiquei desesperado Ket...

Ele não consegue prosseguir. Novamente dá vazão a sua dor, chorando.

Raquel o olhava, mas parecia não reconhecer aquele homem que estava a sua frente. Não podia acreditar que ele duvidara em um segundo que fosse que ela fosse capaz de fazer aquilo.

Então foi por isso que ele desaparecera de sua vida. Porque, achava que ela o tinha traído.

Não se conformava com aquilo. Precisava de um pouco de ar. A dor que ia a seu coração a sufocava. Seu coração estava dilacerado.

Se levanta do sofá e meio cambaleante seguiu para o banheiro.

Michael tentou se aproximar, mas ela o impediu com um gesto de mão.

- Não se aproxime de mim! – pediu ela aflita.

Entrou no banheiro e bateu a porta, trancando-a em seguida. Lá dá vazão a dor agonizante. Seu corpo tremia pelo pranto.

Michael se aproximou da porta e a ouviu chorando. Bateu na porta pedindo para que ela abrisse, mas Raquel não o fez.

Abriu a porta e deu de cara com seu marido. Olhou para os olhos de Michael e viu que ele chorava. Sentia-se ruim pelo que acontecera com ele. Mas o pior daquela sujeira toda, era ele acreditar que ela o enganara.

Raquel se afastou e parou abruptamente, olhando-o com rancor.

- Como você pôde acreditar que eu seria capaz de fazer isso Michael. Como? – questionou ela cheia de mágoa.
Ele não conseguiu responder e ela prosseguiu:

- Você não faz idéia do desespero que eu passei naquele dia. Ele me levou para aquele lugar. Podia ter feito algo pior do que aquilo. Mas graças a Deus eu consegui escapar. Ele me enganou dizendo que queria falar da Sirley e eu acreditei. Me diga, como é que as pessoas conseguem fazer isso com a gente? – perguntou ela elevando a voz.

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Michael se manteve calado. Simplesmente não podia dizer-lhe nada. Sentia-se um miserável ao ouvir ela dizer aquelas coisas. Ela correra perigo nas mãos daquele cafajeste.

- Eu te amava tanto Michael e você ignorou meus sentimentos, acreditando nesse lixo! – ela pegou as fotos e as jogou novamente sobre o sofá. – me abandonou sozinha, a mercê da vida e grávida!

Ela o acusava naquele instante. Dissera que lhe mandara cartas. Que tentara em vão manter contato com ele, mas Michael, nunca fizera um movimento para se reaproximar. Ele reconhecia que ela tinha todos os motivos para cobrar dele.

O mundo parecia estar ruindo aos pés de Michael, ele pediu para que ela o ouvisse. Implorou para que ela lhe desse uma chance, que não o abandonasse.

- Por favor, Raquel, eu te imploro não me abandone! – súplicou ele.

Ela o encara furioso.

- Só estaria fazendo o mesmo que você fez comigo! – devolveu ela cheia de rancor.

- Te peço Raquel, eu não sabia sobre a nossa família, meu pai deve ter destruído as cartas que você me mandou. Não sabia da existência da nossa filha até hoje, quando cruzei com você na gravadora. Acredite em mim! – pediu ele inseguro.

Raquel o olhava. E o pior era que acreditava. Acreditava que o pai de seu marido era mesmo um monstro. Que nunca pensou nos sentimentos de nenhum dos dois. Simplesmente destruíra a sua família.

- Eu acredito em você. – respondeu ela enfim.

Ele solta um suspiro desanimado.

- Mas não sei o que fazer nesse momento Michael. Se quero continuar casada. Preciso de um tempo...

Ele a interrompeu:

- Você vai ter todo o tempo que precisar querida. – disse ele apressadamente. – Só te peço uma coisa, uma chance. Uma única para te provar o quanto eu te amo.

Raquel olha-o indignada.

- Ama Michael? – pergunta furiosa com a declaração. – Que amor é esse? Esse mesmo amor que não confiou ou que me tratou mal? É isso o que chama de amor? – replicou ela indignada.

- Sim, Raquel... Sim, eu amo você, por mais dúvidas que você possa ter. – respondeu ele firme. – Posso ter errado muito com você. Mas esse sentimento nunca morreu!

Ela queria acreditar no que ouvia por si mesma e pela filha que tinham juntos. Queria formar um lar ao lado do homem que sempre fizera parte de seus sonhos, e que se transformara no homem de sua vida, definitivamente. Mas a dor a cegava. Não sabia como reagir a todas aquelas informações monstruosas que ele lhe revelara.

Queria muito poder ceder, mas temia sofrer novamente.

Pede a Michael um tempo. Disse que precisava pensar. Naquele momento somente queria correr de volta para sua casa e abraçar a sua filha.

Ele a atende e disse que ficaria aguardando a decisão dela. Mas antes dela sair pede a ela:
- Não se esqueça que eu amo você e a nossa filha, se errei, foi por medo, por nunca ter amado alguém como te amo. E que tudo o que eu sempre quis, desde que te conheci, foi ter você ao meu lado, formando uma família.

Ela ouve aquilo e se retira do quarto. Cada palavra dita por ele ecoava em sua cabeça. Acreditava no amor dele, pois, sentia o mesmo que ele.

Seguiu para sua casa. E, como tal pensara, encontrou nos braços da filha o aconchego e conforto que precisava para chegar a alguma conclusão.

Michael saiu sem rumo do quarto. Não tinha forças nem para caminhar. Sentia-se fraco, um miserável. Apertou o botão do elevador e entrou. Não soube como conseguira chegar, mas tinha ido parar na porta de sua irmã novamente.

Tocou a campainha e Janet correu para abrir-lhe.

Ao ver seu irmão naquele estado, ela constatou que o pior acontecera. Michael estava na pior. Nunca o vira daquele jeito. Seu olhos estavam sem vida. Seu sorriso morto.

- Morri por dentro, Dunk! – disse ele sem emoção alguma.

Janet olhou para seu irmão e o abraçou. Fechou a porta e o puxou para dentro do apartamento.

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Michael estava completamente entregue a sua dor. Não tinha noção de mais nada.

Ela fez com que ele se deitasse em sua cama e em desespero, pediu para que Richard pedisse um chá para seu irmão.

- Janet, isso não vai resolver, ele precisa tomar algo mais forte.

Ele se dirigiu até o frigobar e sacou de lá um conhaque. Abriu e virou em um copo.

Se aproximou e estendeu ao Michael.

- Man, beba isso. Vai te ajudar um pouco.

Michael pegou o copo. Cheirou o líquido. E tomou um gole. Se engasgou, pois, a bebida era muito forte. Bebericou outro gole e devolveu o copo para o namorado de sua irmã.

Enquanto isso, raquel permanecia com a filha nos braços. Chorava e pedia a Deus uma luz definitiva para clarear seus pensamentos.

Nesse momento seu pai chegou em casa. Ficou surpreso por encontrar a filha daquele jeito.
E Raquel sem se conter, contou toda a verdade ao pai. Ele ficou chocado com as armações de Joe. E com sua serenidade constante, pediu para que a filha agisse com o coração naquele momento. Que a razão não a ajudaria.

Raquel olhou para o pai e disse que entendera o recado. Ela não podia jogar no lixo aquele amor que carregava em seu peito. Não iria permitir que Joe a vencesse novamente.

Se colocou em pé e disse ao pai, entregando-lhe a filha, que iria falar com Michael.
Seu pai sorriu contente.

- Que Deus te acompanhe minha filha, e que vocês consigam se entender!

Ela concorda e sai.

Michael dormia profundamente no quarto de Janet. Enquanto ele dormia, ele resolveu descer até o quarto do irmão para pegar algumas coisas dele.

Essa foi a sorte de Raquel, que ao tocar a campainha, encontrou com sua cunhada lá. Pois, senão, não iria saber onde Michael estava.

Janet ficou sem reação ao se deparar com ela ali.

Raquel sorriu para ela, que lhe devolve o sorriso enquanto a abraçava.

Constando já o que sua cunhada viera fazer ali ela lhe informa:

- Acho que somente você pode devolver a vida ao meu irmão...

Raquel se assusta ao ouvir aquilo.

- O que ouve com ele, Janet?

- Calma. – pede ela. – Ele está no meu aparamento aqui no hotel. Procurou-me logo após que você saiu. Estava um trapo Raquel, eu nunca o vi daquele jeito!

Raquel a corta instantaneamente e pede para que Janet a levasse até ele.

Ela assim o faz. Tomam o elevador e descem ao andar do quarto de Janet.

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Ao entrar no quarto Raquel tem uma surpresa, seu chefe se encontrava ali. Presumiu que estava certa quando observara os dois, estavam mesmo apaixonados, por mais que tivessem negado no início.

Sorriu para ele e seguiu acompanhando a cunhada até o quarto, onde encontrou seu marido deitado, todo encolhido na cama.

Michael dormia. Ela se aproximou lentamente. Subiu na cama com todo o cuidado. Ergueu a cabeça dele e depositou sobre seu ventre.

Ao sentir alguém mexendo nele, Michael acordou. Não acreditava no que via.

Esfregou os olhos, como se estivesse tendo uma alucinação.

- Ket!? – perguntou ele, tentando esclarecer aquilo.

Ela sorriu para ele e lhe respondeu:

- Sim, sou eu.

Michael se senta e a olha intrigado. Não podia acreditar que ela estava ali com ele. Isso significava que ela o tinha perdoado.

Ele olhou em seus olhos, e que pôde ver ali era claro e verdadeiro: amor. Ela o amava. E por amá-lo tanto, o havia perdoado.

Michael não resiste e a abraça enquanto chorava de emoção.

- Eu amo você. – disse ele ao pé do ouvido. – Você é minha vida!

Raquel sente uma forte emoção ao ouvi-lo dizer que a amava. Esperara por muito tempo para poder ouvir uma declaração novamente.

Ela o abraça com todo o carinho. E embala-o como se ele fosse uma criança entre seus braços.

Michael se afasta e olha nos olhos dela. Procurando algum resquício de mágoa ou raiva, mas não encontra nada. O olhar dela estava límpido e sereno.

- Você me perdoou mesmo! – era mais uma constatação da verdade. – Eu não merecia isso Ket. Você é uma mulher muito bondosa... extraordinária mesmo!

Ela sorriu e vive a emoção daquele momento. Lágrimas descem de seus olhos. Assim, como dos de Michael.
Ele seca as lágrimas dela.

- Eu também amo você querido.

Selam o momento com um beijo, que mais parecia uma carícia.

Prometeram que jamais permitiriam que mentiras e dúvidas fizesse parte de seu relacionamento. Estavam tendo uma segunda chance. E ambos estavam dispostos a fazer o relacionamento dar certo, já que formavam uma família na constatação exata da palavra.

Alguns dias depois, conforme o combinado, seguiam para Neverland. E o sentimento de alegria que os assaltava pôde ser visto por todos os funcionários da casa. A alegria estava nos olhos e nos lábios.

Katherine cresceria em uma casa de sonhos, juntamente com sua mãe, que acreditava que havia sido agraciada pelos céus. Já que acreditava estar vivendo um conto de fadas, tendo ao seu lado seu príncipe encantado, o homem de seus sonhos!

E Michael, que um dia acreditara que sua alegria estaria somente nos palcos, agora, podia acreditar que era mesmo um homem abençoado, já que sua carreira era sucesso total, assim, como sua vida particular ao lado das duas mulheres de sua vida.

Fim...

Maria Cecília Bad

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I JUST CANT STOP LOVING YOU PRA MIM É TUDO!! AMANDO A HIST. CRIANÇA!!!

ale massuqueto

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Bom.... agora eu fico mais tranquila, já que consegui postar tudo o que era necessário...

Quero agradecer o carinhio de cada uma de vocês que nos deram força durante o trajeto da estória aqui no fórum. Dizer que em palavras me faltam palavras para lhes agradecer!

Tive qie finalizar a história, já que há um tempo para poder postarmos, e a moderação das fics foi muito gentil comigo, estendendo o prazo até o final deste mês.Agradeço a você Lilian e a Mii também pela compreensão!
Como disse antes há vocês, estou com problemas aqui em meu pc, mas mesmo com todas as dificuldades que tenho tido, jamais poderia deixar de finalizar a história aqui para vocês. Primeiro, pelo carinho e dedicação de cada uma , e segundo, por que eu assumi um compromisso, e quando faço isso vou até o final.

Espero que tenham gostado da história....

E novamente agradeço ao carinho de vocês: Maria Cecília ( minha querida e fiel companheira. Obrigada tá!), Dear Michael ( muito obrigada pelo seu carinho e por não desistir de nós!), Michaeljj ( amiga, irmã do meu coração! Obrigada pelo carinho e força), Flávia ( amiga querida de meu coração. Que saudades senti de você! Espero que tudo esteja bem por aí! bjos em seu cuore), Isa (minha querida... muito obrigada por seu carinho!), Macario (obrigada querida por fazer parte desse sonho conosco!) e a todas vocês que acompanharam, agradeço infinitamente. Obrigada pela comapanhia e carinho!

Amo vocês de coração! Jamais vou me esquecer o carinho com o qual fui tratada aqui.

Beijos em seus corações e fiquem com Deus!

Que Ele abençoe a cada uima de nós....






Mii

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Fics
Fics
Linda, linda, linda história!
Obrigada por compartilhar com a gente esse sonho!
Beijos


_________________________
•Always Keep The Faith•

Michael • Marilyn Monroe • Ian Somerhalder
Sunshine, On In a Million

Let me stick my key in your ignition babe

Michaeljj

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Fã Convicto
Fã Convicto
Esse realmente É O HOMEM DOS MEUS SONHOS!

E como não poderia ser diferente, vivi cada momento dessa história, me emocionando, realmente tendo todos os sentidos aflorados, raiva... desespero...carinho... e claro MUITO AMOR!!

Ale minha querida,
Você é linda por dentro e por fora, um coração maravilhoso
uma amiga fiel.
Não tenho palavras para agradecer, pois esse sentimento é indescritível de minha parte.

Deixo o meu muito obrigada a todas que comigo foram parceiras em acompanhar esse grande sonho.

Um beijo enorme à todas,
e a você Ale, aquele abraço bem apertado, pois é uma honra ser sua amiga.
Obrigada!

lilianrocha

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Fics
Fics
Oh, querida, que estória linda!!! O final foi tudo de bom, como eles mereciam...Vou completar a sua estória, por mim e por vc e te envio, ok??? Afinal, vou estar guardando esta maravilha pra mim, tb, claro!! Bjsssssss e sucesso!!!!


_________________________
You remember a one day....One day in your life!!!


Cumprimentos.net - faça uma montagem de foto

Mii

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Fics
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Mii

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Fics
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Aline e Michael

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Fã Convicto
Fã Convicto
Que linda história, amei Very Happy
lindo o Michael e a ket juntos

sofit58

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Super Fã
Super Fã
Que historia linda ai fiquei emocionada! baby** slove* peta* mjlover. deveria virar filme.

sofit58

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Super Fã
Super Fã
Ja li umas 3 vezes hoje essa fic maravilhosa! clap

sofit58

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Super Fã
Super Fã
Joe seu bode velho se tu cruzar comigo na rua tu ta é com os segundos contados Evil or Very Mad censored eviltongue batee* bund*

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