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[FINALIZADA] Lábios Vermelhos

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1 [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Sab Nov 19 2011, 09:59

MirellaOliveira

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Super Fã
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Título: Lábios Vermelhos
Autora: Mirella Oliveira
Classificação: 16 anos
Sinopse: As pessoas possuem várias facetas, ou pelo menos, somente aquelas que a querem ter.
"Tudo está ao redor da garota de Lábios Vermelhos, quando se descobre que ninguém ao seu redor é digno de confiança"

*Sinopse Detalhada: Lábios Vermelhos





A sedução é como uma dança. Alguém está conduzindo, mas o segredo e não parecer que está conduzindo e sim que está sendo conduzido.
Desconhecido

Senhores, senhores! Apalpem seus bolsos, certifiquem-se que suas carteiras estejam aí! Os inimigos podem estar ao seu lado feito um cavalo de tróia.

M. Oliveira



Capítulo 1

Santa Mônica, Los Angeles | 2008

- Beba. Te fará bem.

Ainda com os dedos um tanto trêmulos, Michael esticou uma mão até o copo, enquanto a outra permanecia imóvel em seu joelho. Estava sentado com as costas eretas, feito uma vara. Mas, seu olhar, se rastejava pelo chão, como se procurasse algo por ali. Não deixava de agitar os pés, o que incomodava Terry Terence.

- Michael, já disse para se acalmar.

Ao encostar a bebida aos lábios, logo sentiu seu sabor característico, e afastou o copo num relance.

- Vodka? Você me deu Vodka? – visivelmente irritado.

- Hum – Terry repousou seu copo de Bourbon na delicada mesinha de centro com bordas minuciosamente ordenadas com folhinhas de ouro. Inclinou-se um pouco para o lado e enfiou a mão no bolso, de onde tirou alguns cigarros amassados e um isqueiro. Aceso, deu uma deliciosa tragada. Michael pareceu incrédulo -, todos bebem quando sofrem uma desilusão, meu caro amigo. É um milagroso calmante - pausa. Ele abriu os lábios deixando a fumaça escapar -, ou pelo menos até a manhã seguinte. Aceita um cigarro?

- Está enganado. Não eu – Michael deixou a bebida na mesa. – E... e desde quando tornou-se um fumante?

- Só nos piores momentos.

Michael virou os olhos, exasperado.

- Certo – dizia ao passo em que se erguia.

- Onde está indo? – perguntou ao ver o astro ajeitando a roupa e pegando o telefone.

- Aonde pensa que estou indo? – Fitou-o e voltou sua atenção a chamada – Peça para que preparem o carro, tenho um compromisso – pausa. - Obrigado.

- Não posso acreditar que você vai atrás dela.

Michael colocou o telefone de volta ao gancho e se sentou.

- Então não acredite.

Terry se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. Sua voz mostrou-se controlada:

- Talvez ela fosse querer isso se não estivesse com outro.

Michael sentiu um batimento mais forte.

- O que está dizendo?

Terry tornou a se acomodar no recosto amaciado e quente do sofá, passando as mãos pelos cabelos e deixando o ar penetrar até o fundo de seus pulmões.

- Eu não queria te contar, mas devido às circunstâncias... Dias atrás tive um jantar com um grupo de empresários japoneses no Shusi-ing, e para a minha não surpresa a encontrei levando um sushi na boca de um de cara. E olha, ela me parecia bem contente.

- Isso não deve ser verdade. Você deve ter se confundido, Terry. Nós estamos noivos e ela não faria isso comigo - Michael se pegou perguntando se ela seria mesmo capaz. - O que tivemos foi apenas um mal entendido, que já estou indo resolver.

Um, de vários outros.

Terry deixou escapar um suspiro indolente.

- Sabe de uma coisa? Ela está certa de ter te largado. Se formos somar todas as horas da semana em que ela consegue te ver, teremos o incrível resultado de 24hs. E duvido que nessas poucas horas dos dias, vocês consigam ter algum contato físico, se é que me compreende – e estreitou os olhos para Michael.

- Oh, cale a boca!

- Sim, meu amigo – Terry pegou novamente seu inacabado copo de Bourbon -, a abstinência é um fator e tanto para o fim dos relacionamentos. É o que dizem as pesquisas.

- Nós passamos a nos ver com mais freqüência desde que a trouxe para morar aqui.

- Ah, claro. Deve ser ótimo fazer amor enquanto se compõe músicas ou estuda as finanças. – e emborcou o copo na boca, pondo-o seguidamente de volta a mesinha.

Ouviram alguns ligeiros toques na porta.

- Entre – autorizou Michael.

Uma figura de pernas curtas, e cabelo esticado em um nó no alto cabeça postou-se diante a Michael. Era Hélène.

- Le motorriste está en su aguarrdo, monsieur.

Michael se levantou e olhou para Terence.

- Diga a ele que não me sinto disposto, e peça desculpas por mim. Vou me deitar.

E seguiu em direção aos degraus.



Manhattan, Nova York

Aquele era o dia do acerto de contas.

O edifício residencial localizado na badalada Quinta Avenida estava repleto por viaturas policiais de sirenes exasperantes. Uma ambulância se via postada com seus paramédicos fazendo os primeiros procedimentos no homem que visivelmente havia sido baleado. O rumor era que ele havia descido de seu apartamento, usufruindo de suas últimas forças à procura de ajuda.

Uma série de homens fardados penetrava o edifício, munidos de pistolas. Mandaram evacuar o local, fazendo com que todos os moradores saíssem desesperados de seus suntuosos apartamentos.

- Vamos invadir – anunciou um, controlando a preocupação. – Ainda devem estar aí, ou então – falou firme –, não muito longe.



A notícia de um atentado a homicídio atravessou os meios de comunicação feito uma ave de rapina, e logo uma horda de espectadores, emissoras de TV e jornais locais cercavam um dos edifícios mais caros de Manhattan. A ousadia era tamanha que, para ali se invadir, passando despercebido pelo infalível sistema de segurança e de seus preparados guardas, só poderiam estarem tratando de um profissional, ou profissionais.

Só não sabiam que, a alguns metros distantes, antes de entrar no automóvel, Alexia Seymors olhou por cima do ombro para ter a certeza que ninguém a espreitava.

Não há ninguém, concluíra ela sem se dar conta que sorria. Tudo fora espetacular.

Agora, toda uma vida a esperava pela frente. Maravilhosa... e fora do país. Entrou no carro e se desfez do uniforme e da peruca marrom, deixando belos fios ondulados pairar sobre os ombros; ligou a chave na ignição e esperou o motor aquecer.

- Seja bem-vinda a vida, Tracy Gummer.

Não se dava conta do quanto estava enganada. O passeio rumo ao inferno estava apenas começando.

Ajeitou o retrovisor e deu partida.

________________________________


Lábios Vermelhos de Mirella P. M. Oliveira é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.

2 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Sab Nov 19 2011, 15:08

Cat Jackson

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Fã Veterano
Fã Veterano
Aiiii.. Que medo.... Adorei... Continuaaa...

3 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Sab Nov 19 2011, 16:19

Nayara Mendes

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Fã
Eita, amei o primeiro capítulo!! Suspense é comigo mesma ausahsuahsahsua continuaaaaa!!

4 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Sab Nov 19 2011, 20:17

lilianrocha

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Fics
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Enfim, ela chegou....tava doida pra ler.....


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5 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 16:07

MirellaOliveira

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Super Fã
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Hello, Girls!

Preparadas para uma gigantesca fic complexa? É provável que nesses primeiros capítulos vocês confundam algumas personagens, mas no decorrer da trama tudo vai ficando mais claro. Qualquer dúvida é só perguntar!

6 Capítulo 2 em Dom Nov 20 2011, 16:08

MirellaOliveira

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Super Fã
Super Fã
Capítulo 2

Os Miller podiam se orgulhar, sem dúvidas. Vinham de uma verdadeira geração de beldades; suas mulheres eram dotadas de narizes ligeiramente arrebitados, olhos vívidos com pestanas longas e curvas, malares sobressalentes... Os homens com seus rostos aristocratas e olhar inteligente, causavam espasmos em qualquer moça. Mas não era disso de que se orgulhavam. A tradição era o seu verdadeiro trunfo.

Durante anos as mulheres da família eram entregues aos seus maridos cuidadosamente selecionados pelos pais. E todos os casamentos foram duradouros e frutivos. De séculos da existência Miller, nunca foi constatado uma única separação, e era como se já nascessem com o dom de cupido.

Crianças saudáveis de bochechas róseas e cheias davam a continuação à sua árvore genealógica. E pensavam que nada seria diferente quando Marie Miller casou-se e desflorou-se com o governador da cidade, John McKlein, escolhido a dedo por seus pais.

Derek, Constance e Paige, nasceram exatamente nessa ordem, com a diferença de um ou dois anos. Marie estufava o peito a cada vez que olhava para os seus pequeninos e se dava conta do quanto cresciam. Eram uns Miller, e isso bastava para que fossem felizes.

Nunca esteve tão enganada.

Derek, o primogênito, se encontrava na idade em que sua mãe lhe apontava as mais belas e interessantes mulheres. Um completo desperdício de tempo, pensava ele, decidido, já que não se submeteria a tal tradição. Achava um absurdo saber que toda a sua família fora construída assim. Onde estava aquele sabor da troca de olhares? Das palavras ao pé do ouvido, e do descompasso do coração? Aquela sensação de primeiro amor? Não suportava sequer pensar em viver toda uma vida com alguém que não lhe fazia sentir aquilo que se chamava de paixão. E foi o ele disse certo dia quando seus pais anunciaram que sua noiva estaria em sua casa para um jantar.

- Estamos no século 21, e não sou obrigado e me casar com uma desconhecida– ele quase vociferou.

O jantar nunca aconteceu... para ele. E na manhã seguinte quando lhe bateram na porta do quarto, só encontraram algumas peças de roupas deixadas para trás. Derek havia fugido.

Constance fazia o peito de seus pais estufarem ainda mais a cada vez que exibia suas ótimas notas da faculdade, e enfim seu tão ansiado e já esperado diploma. Era diplomática, inteligente e extremamente tradicionalista, parecia ter mais orgulho de carregar o sobrenome Miller que Marie e John.

Adorou quando soube que Derek havia sumido. Ele era um pedante com aquele blá blá blá de primeiro amor. Temos uma família, e uma tradição a seguir. Não gostaria de ser da geração que se recusa a fazer o que é o certo.

Constance, assim como todas as moças de sua família, era belíssima, mas não tão quanto à caçula, o que a deixava irritada. Tinha medo de Paige casar-se primeiro, o que lhe seria uma afronta. Tudo era para Paige, tudo era Paige, sempre fora assim... os melhores vestidos, os mais cobiçados parceiros para bailes de fim de ano no colégio, era a primeira convidada para as melhores festas da cidade...

Apesar de seu extremo tradicionalismo, Constance tinha um grande e mais fervoroso objetivo na vida, que não era de seguir sua tradição, mas sim em ter a completa atenção de seus pais. Gostaria que eles a olhassem assim como olhavam para Paige. Gostaria de estar no lugar de Paige.

Ela era dotada de uma beleza sobrenatural. Seus cabelos longos e louros davam a impressão de refletir um leve fulgor prateado, o que deixavam todos estupefatos e sem fôlegos na sua presença. Educada, inteligente, simples e reservada, resumiam Paige Miller.

E era ela quem saltava do automóvel em frente à propriedade milionária de Michael Jackson.

7 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 17:04

Cat Jackson

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Fã Veterano
Fã Veterano
Legal... Estou loca pra ver o que esse pessoal tem a ver com Michael.... Continuaaaa..

8 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 18:13

Mii

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Fics
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Comunicado!

O Café Literário já tem uma nova autora para ser entrevistada!
Convido vcs a darem uma passada por lá e conferir, aproveitem e façam suas perguntas!


Clique
Café Literário


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9 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 18:24

Nayara Mendes

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Fã
Gente, como você escreve bem clap Estou amando essa fic batecoração*

10 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 19:33

lilianrocha

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Essa parece que vai ser normalmente, no conta-gotas, né Mirella?


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11 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Dom Nov 20 2011, 20:07

lilianrocha

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E aí, galera, a estréia é HJ!!! Até o dia 18/12/11, mandem suas fics pra concorrerem ao nosso I Concurso de Fics!!! Participem!!!


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12 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Seg Nov 21 2011, 07:20

Mii

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Fics
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Mirella, querida!

Prometo que hoje colocarei tua história em dia. Este final de semana estive envolvida com diversas coisas e não pude me atualizar.
Quero ler como calma, são tão lindas tuas fics, essa, tenho certeza, não será diferente.

beijos


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13 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Seg Nov 21 2011, 08:13

MirellaOliveira

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Super Fã
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Pois é, como disse a Lilian, essa fic será no conta-gotas! Ela é extensa e postando de uma só vez deve ficar ruim para vocês acompanharem... ou não.
Hoje eu postarei dois porque o caps 3 é pequeno.
Cat, quando Michael descobrir o que esse tanto de gente tem a ver com ele, ele vai se descobrir numa teia de aranha.

Mii, não se preocupe, flor. Leia com calma e ao seu tempo.

Obrigada à todas.

14 Capítulo 3 em Seg Nov 21 2011, 08:15

MirellaOliveira

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Capítulo 3

- Esteve dormindo por três dias. O carro foi totalmente retorcido, e é praticamente um milagre a vítima ter saído com vida– falou alguém. E escutaram um farfalhar de lençóis. Os olhares se voltaram para a cama.

- Um momento, um momento! A paciente está despertando – anunciaram, contidos.

Um pequeno conglomerado de médicos e enfermeiros estava circundando a cama do quarto 420 no Bellavue Hospital Center.

Ela tentou se levantar, mas foi imediatamente barrada pelo enfermeiro que a fez repousar a cabeça novamente no travesseiro.

Um burburinho acontecia enquanto ela tentava situar a si própria ao que estava acontecendo. Levou vagarosamente a mão - parecia que pesava quilos -, até a cabeça; e descobriu o quão dolorido era tocar a sua testa. Abriu os olhos e... nada. Inquiriu enfim, praticamente num fio de voz:

- Mas que droga toda é essa?

Não houve qualquer resposta. Apenas um leve toque em seu rosto.

- Ela está febril – constatou Dr. Brandon.

E então descobriu que falar claramente não era tão fácil.

- Já conseguiram descobrir o nome da paciente, e contatar a família?

- A polícia encontrou uma identidade no porta-luvas depois da batida. Mas não foi possível entrarmos em contato com os familiares.

- Certo.

- Ela se chama Alexia Saymors.



Alexia sentiu um súbito disparo no peito, e contorceu-se, fazendo os profissionais que estavam próximos por pouco saltar sobre ela e verificar o que estava havendo. O susto de ouvir aquele nome foi quase fatal, teve sorte da polícia não ter desconfiado e, sentiu-se aliviada pelas outras identidades estarem bem seguras com Joey. Droga, a batida e aquele maldito motoqueiro – lembrou-se. Devia ter passado por cima e então não estaria nesse lugar com cheiro de desinfetante.

Depois de um momento, Alexia sentiu que a sala estava esvaziando, e então procurou dizer algo, novamente:

- Ma-mas... o que é isso... – e ofegava – nos meus olhos? – como era dolorido falar e mover o corpo.

Os olhos do Dr. Brandon se iluminaram por entender o que dizia, e então afagou levemente o alto de sua cabeça.

- Ficará tudo bem, Srta. Saymors. – Virou-se para o enfermeiro e disse: - Vamos retirar a faixa dos olhos.

E então, enquanto removia cuidadosamente, o enfermeiro auxiliava. Após várias voltas da faixa, puderam ver a pele arroxeada ao redor dos olhos, e algumas esfoliações por aquela região.

- Abra os olhos devagar, sim?

E ela o fez, mesmo como se algo estivesse ali lhe ferindo. O quarto estava com uma luz frágil perpassando o espaço entre as cortinas, mas ainda assim, aquilo era delirante. Parecia haver toda uma bateria de rockeiros desatinados na sua cabeça a cada vez que tentava abrir um pouquinho mais os olhos.

- Acendam as luzes... Está escuro.

Uma expressão de susto congelou o rosto de Brandon; ela estava ali, com os olhos abertos, movendo-os para todos os lados, o que explicava que não era a débil luz ou os ferimentos que lhe dificultavam a visão, mas sim...

Ter saído viva da batida era como uma segunda chance, e se sentia agradecida por isso. Porém, ainda restava uma dívida – a mais injusta -, que teria que pagar com cada dia que passaria na mais absoluta e degradante escuridão.

15 Capítulo 4 em Seg Nov 21 2011, 08:16

MirellaOliveira

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Capítulo 4

- Gostaria que desse uma olhada nesses arquivos, e depois, fosse até minha sala.

E o detetive Steven Hunter jogou a papelada sobre a mesa já abarrotada de Jill Cássin, e rumou para sua sala como se o mundo estivesse na mais completa ordem. Jill bufou. Era irritante esse comportamento hostil de Steven.

Como uma das poucas mulheres do Departamento Policial de Manhattan, fazia dela, muitas vezes, um verdadeiro saco de pancadas particular de Steven.

É... parece que ser mulher num departamento policial estressa qualquer homem... Em especial Steven.

Mas não podiam negar que era uma ótima detetive, e disso ela sabia.

Jill recolheu a papelada de Hunter e começou a ler; depois, bateu na porta do fim do corredor e entrou em seguida.

- Steven, o que você quis dizer quando... – sibilava ela, que terminou deixando a frase sumir no ar. Steven desligou o rádio e girou a cadeira, se dando de frente a figura irritadiça de Jill. Repousou sua xícara de café na escrivaninha, permitindo um sorriso fugaz perpassar seus lábios.

- O que disse, detetive Cássin?

Como ele conseguia ser tão estupidamente insuportável? Ela sentia o sangue fervilhar em cada veia de seu corpo.

Steven não sabia se era por causa de seus volumosos cabelos castanho ou dos traços com resquícios juvenis de seu rosto que sempre o tirava o fôlego. Talvez o corpo esguio, a pele corada e os dedos longos. Trajava-se elegantemente, e enquanto postada em sua frente, ele podia ver seu conjunto de blusa cáqui com saia de pregas verde-oliva que ela ostentava deliciosamente.

- Está me ouvindo, Steven? – ela quase gritou, e jogou os documentos com força na mesa dele. Sentada, ela só ficava alguns centímetros mais baixa em relação a ele. – Sabe que já tenho outros casos, minha mesa já não tem espaço para mais nada. E não sou a única detetive desse departamento! – ela se ergueu, ajeitando a blusa – Resolva isso você!

Deu-se de costas e rumou até a porta. Steven se ergueu da cadeira quente pelo o seu corpo, por pouco não derramando o resto de café frio sobre os papéis.

- Espere! – Um súbito desespero.

Jill se virou.

- Está certo. Você está certa – corrigiu-se, e aproximou-se dela, que mantinha os braços cruzados como uma forma de mantê-lo distante. – Eu estou nesse caso, e queria que aceitasse trabalhar comigo.

O rosto de Jill tomou uma expressão desconfiada.

- Diga logo de uma vez, Steven, não tenho tempo pra perder com você.

Delicada... simpática... compreensiva... Era completamente irônico.

Ele começou a andar de um lado ao outro, tentando formular o que dizer.

- Não é preciso que eu diga que é uma detetive excelente, preciso?

Jill ergueu uma sobrancelha.

- Droga, Jill!

- Lamento.

E estava indo em direção a sua sala quando Steven a apertou pelo braço.

- A vítima está viva e se encontra no New York Downtown Hospital. Ele foi baleado, e até agora não temos qualquer informação que nos leve... – Jill puxou seu braço, e o fitou.

- Se me deixar fazer as coisas do meu jeito, eu posso pensar no seu caso – e foi até a escrivaninha e pegou a papelada. Antes de sair, estreitou os olhos para Steven.

- Isso! – e Steven se deixou cair em sua cadeira de rodinhas.





- Somos do Departamento Policial. Sou a detetive Jill Cássin e esse é meu parceiro Steven Hunter – e guardou o distintivo. – Estamos aqui para ver Kenny Nolan – disse para a enfermeira de plantão.

- Por aqui.

O chefe da internação contara toda a história de Kenny Nolan. Segundo ele, Kenny era um produtor musical que tivera a sorte de se casar uma das mais cobiçadas socialites da Elite Nova Iorquina. E que foi encontrado ferido em frente ao seu edifício na Quinta Avenida – o que nem foi preciso falar, já que estava em todos os jornais.



- Polícia, certo? A enfermeira avisou – Kenny falou, deitado na cama de lençóis claros, onde o quarto mantinha um tênue cheiro de doença. A sua esposa, Claire, se encontrava ao seu lado, recheada de colares que pendiam do pescoço, dando a ridícula sensação que despencaria a qualquer momento de tamanho esforço que fazia para manter-se ereta e sobre os seus sapatos de salto Louboutin.

A própria simplicidade, pensava Jill, sarcástica, após olhá-la de cima abaixo. Achou-a familiar, de alguma forma.

- E como se sente? – perguntou Jill. – Olá, Sra. Nolan.

E estendeu a mão. Claire apenas respondeu um oi indiferente, num fio de voz.

Ele se empertigou entre os travesseiros, o que não era tão fácil com a perna suspensa e enfaixada, e então respondeu:

- Um pouco melhor. Obrigado.

- Estamos aqui para te fazer umas perguntas... – e olhou para Steven, que se mantinha calado.

Kenny olhou para baixo, e em seguida para Jill.

- Não sei se posso ajudar.

- Não vêem que ele precisa descansar? – sibilou Claire, com sua voz aguda. Beijou Kenny no alto da cabeça, e tornou a lhe afagar os sedosos cabelos louros. – Não é meu bem?

- Apenas diga o que houve – Steven tomou a voz, já com um gravador entre os dedos.

- Ainda não leram os jornais? Fui baleado e fraturei a perna. É isso.

A detetive pareceu surpresa.

- Como alguém feito você pode ser baleado? E dessa forma!? – exclamou Claire, inconformada. – A violência está um absurdo! – Ela disparou em falar: – E o que vocês da polícia fazem? Nada! Não fazem nada! Vamos encontrar a pessoa responsável por essa... essa... hum... – e deixou o fim da frase no ar, sem saber o que dizer.

Steven demonstrava os primeiros sinais de sua impaciência, o que fez Jill lhe tomar o gravador e se aproximar de Kenny.

- Certo, Sr. Nolan. Já lemos os jornais e vimos a TV também. Mas isso não nos ajuda em coisa alguma no momento. Pode nos dizer o que houve em seu apartamento naquela manhã?

Kenny teve a ligeira sensação que o quarto estava se comprimindo, e que estava sufocando.

- E-eu preciso descansar, sim? Não podem vir em outra hora?

Steven e Jill se entreolharam.

- Não poderia nos... – começara Steven – precisamos saber o que...

- Ele disse que precisa descansar, não ouviram? – Claire o interrompera bruscamente.

- Está bem – Jill respondeu. – A senhora poderia falar conosco, então?



- Sim, eu já disse que estava fazendo compras quando tudo aconteceu – repetia Claire, agitada. - O que mais querem saber?

Depois de intermináveis 15 minutos com aquela voz de mosquito zumbindo nos ouvidos, Jill dispensou-a e tirou de seu bolso um cartão.

– Peço para que entre em contato conosco caso se recorde de algo importante. E estaremos de volta depois de amanhã. Deseje melhoras por nós ao seu marido.

16 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Seg Nov 21 2011, 12:04

lilianrocha

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Fics
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Hum...essa mulher tem culpa no cartório....


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17 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Seg Nov 21 2011, 17:35

Cat Jackson

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Fã Veterano
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Hum... Interessante... Continuaa...

18 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Seg Nov 21 2011, 19:45

Mii

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Fics
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Ah consegui ler tudo Very Happy
Nossa quanto suspense essa história, menina!


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19 Capítulo 5 em Ter Nov 22 2011, 07:31

MirellaOliveira

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Super Fã
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Capítulo 5



A casa mostrou-se silenciosa, até que:

- Senhorrita Paige? – Hélène mostrou-se curiosa ao vê-la subir a escada em direção aos dormitórios, feito uma gata, sorrateira.

Paige estacou.

- O Sr. Jackson se encontra? – parecia preocupada.

Hélène deixou a bandeja que segurava numa mesinha próxima, e disse:

- El’ non está. Saiu de manhan parra uns comprromisses. Mas estou content’ de verr qui está de volta.

Paige deu um meio sorriso quando se virou, jogando seus longos cabelos prateados para trás.

- Não, não, Hélène. Eu só vim buscar algumas coisas que...

- Paige! – e a voz atravessou todo o salão.

Michael chegou ofegante e com certo sorriso, parecendo meio encantado por ela estar ali.

- Hélène, poderia ir adiantando a mala para mim? Logo subirei para te ajudar.

- Clarro, senhorrita Paige.

Michael observou Hélène subir em direção aos quartos e sentiu um gosto amargo na boca, seguido de uma sensação desesperadora.

- É isso mesmo que quer, Paige? Ir embora? Nada precisa ser assim.

- Já refleti muito sobre isso, Michael. E estou certa do que estou fazendo.

Ele não desistiria tão fácil:

- Ande – ele subiu os degraus para alcançá-la, e ofereceu a mão -, vamos resolver isso como adultos. Como deve ser.

Paige se esquivou.

- Estamos prestes a nos casar – continuou Michael –, o que tanto desejamos e planejamos há meses. Vamos deixar tudo se perder por causa de um desentendimento?

- O que você quer dizer com ” tudo se perder”? Eu perdi a minha casa e toda uma família, ao contrário de você, que não perdeu nada.

Está enganada, Paige, estou perdendo você.

Houve uma pausa inquietante.

- Aliás – Paige retomou a voz -, desentendimento é o que se resume nosso relacionamento. Isso é, se realmente tivemos um.

- Terry me contou sobre o jantar no restaurante. Ele me disse tudo – relembrou ele, sério.

Paige sentiu grãos de areia rasparem sua garganta.

- Ele não sabe de coisa alguma, e muito menos você – e virou-se para continuar a subir.

- Se o problema era outro, só precisava me dizer, Paige, e resolveríamos como se deve – disse ele, esforçando-se para parecer firme. Era doloroso falar sobre aquilo.

Paige suspirou, já exausta daquilo.

- Esqueça isso, tudo bem? Está... tudo errado. E não é tão fácil quanto parece. Você não compreenderia de forma tão passiva se eu estivesse interessada em outra pessoa.

- Então era mesmo verdade.

- Por Deus, eu dei uma hipótese! – exclamou transtornada, avançando dois degraus com passos tensos. Tornou a se virar. – Está vendo? Consegue se dar conta? Nós nunca daríamos certo.

Hélène posicionava os brincos de pérola na altura de suas orelhas, em frente ao espelho, imaginando-se com eles junto com alguns dos vestidos de Paige, caríssimos, feito o de Valentino que terminara de guardar. Mas então seus olhos desciam até os pés, e aquele sorrido de estrela se apagava.

Estava calçando simples sapatilhas que faziam conjunto ao seu uniforme de avental branco e vestido cinza escuro um pouco abaixo dos joelhos. Sem mencionar o rotineiro penteado onde repuxava o cabelo até o alto formando um coque.

Hélène retornara a realidade quando ouviu movimentos, ali próximo. Voltou para o quarto ajeitando a mala sobre a cama, até que a porta se abrira e aparecera a mulher de beleza sufocante.

Paige possuía movimentos graciosos que vinham desde seu andar até o sacolejar de seus cabelos.

Deus, como ela é deslumbrante, Hélène ficava encantada.

- Pronto, Hélène – disse Paige se aproximando. – Deixe que eu termine.

De saída, reparou que ainda estava com os brincos perolados de Paige. Passou em sua mente para voltar e devolvê-los, mas então, esgueirou sua mão até o bolso do avental e retornou ao trabalho.

Michael surgiu momento após.

- Paige, não faça isso – insistia ele, tomando para si as mãos dela que seguravam alguma peça de roupa.

Paige encheu-se de ar.

- Entenda, por favor...

E foi interrompida pelos lábios de Michael que a prendera num beijo sensual, envolvendo-a com seus longos braços. Paige espalmara suas mãos sobre o peito dele, afastando-o.

- Eu lhe peço – arfava. Os batimentos desalinhados -, não insista.

Ele tornou a se aproximar, com os olhos marejados:

- Seus lábios... você ainda estremece quando me beija, como a primeira vez – sua voz continha emoção. – Não deve ser verdade que não sinta mais nada – balbuciou.

Ela hesitou, voltando a organizar seus pertences:

- Eu preciso de um parceiro, Michael. Alguém que possa estar comigo a todo o momento, que não precise desaparecer dias por causa de compromissos inadiáveis – ela parou, fitando-o, os olhos inundando em lágrimas e adquirindo forças para o que viria dizer: - E você não é essa pessoa, Michael. Não é.

Houve um momento de hesitação em ambos, até que Paige retomou o que dizia:

- Eu achei que você fosse. Eu tinha tanta certeza disso que fui capaz de ir contra a minha família, algo que nunca pensei que faria um dia – pausa. – Lamento.

Sentia-se péssima em dizer aquilo para um homem tão bom, que lhe apresentou o amor da forma mais sincera como nunca antes conheceu. Mas não era ele o imperfeito, Paige sabia disso. Era ela quem não merecia tal sentimento.

Um silêncio longo perturbava, sendo rompido apenas pelo som de seus movimentos guardando os pertences com certa pressa. Foi até o closed checar se não havia mais nada, e segundos após escutara o bater de uma porta.

Voltara, se descobrindo só.

20 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Ter Nov 22 2011, 08:28

Mii

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Fics
Fics
- Seus lábios... você ainda estremece quando me beija, como a primeira vez – sua voz continha emoção. – Não deve ser verdade que não sinta mais nada – balbuciou.

Ele é lindo demais...

Existem muitos personagens nessa história, não?
E essa Hélène, me parece ter um papel muito importante (ou estou enganada tbm Razz )


_________________________
•Always Keep The Faith•

Michael • Marilyn Monroe • Ian Somerhalder
Sunshine, On In a Million

Let me stick my key in your ignition babe

21 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Ter Nov 22 2011, 10:55

lilianrocha

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Fics
Fics
Hum....acho que nesse covil tem cobra....


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You remember a one day....One day in your life!!!


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22 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Ter Nov 22 2011, 11:41

Cat Jackson

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Fã Veterano
Fã Veterano
Poxa... Que triste... Michael tao doce e implorando pelo amor dela.. Cuir9osa pra saber onmde isso vai dar...

23 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Ter Nov 22 2011, 11:55

Maria Cecília Bad

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Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
hummmmmmmmm que situação do Mike.

24 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Ter Nov 22 2011, 16:31

Nayara Mendes

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Fã
Ai, tadinho do Mike. baby** Não fui com a cara da Hélène não sei por quê aushaushausahsahua tongue_out

25 Re: [FINALIZADA] Lábios Vermelhos em Sex Nov 25 2011, 10:50

lilianrocha

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Fics
Fics
Façam como a Cat Jackson, mande a sua fic para o nosso concurso!!! As fics deverão ser postadas até 18/12, participem!!!!Very Happy


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You remember a one day....One day in your life!!!


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