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Silêncio Quebrado: Michael Jackson em Entrevista

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lucianarielo

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Super Fã Dedicado
Super Fã Dedicado
Data: 1º de Novembro de 2001
Repórter: Edna Gundersen
Diário: Usa Today

BEVERLY HILLS — As primeiras palavras de Michael Jackson parecem começar um calmo diálogo. “Perdoe a minha pele,” comenta “venho direto do dermatologista. Faça com que não note”.

Essas instruções são difíceis de obedecer quando está conversando com a figura mais retraída do Show Business, especialmente aquele cujas excentricidades incluem usar disfarces em público e uso de muita maquiagem frente as câmeras. Jackson usa pouca maquiagem hoje, fala figuradamente, a máscara nunca desaparece por completo.

O que foi programado como uma entrevista sem barreiras, é as vezes interrompida por duas pessoas que preferem manter o fio da entrevista sobre a arte de Jackson, apesar de que nos asseguraram os executivos da Epic que teríamos um acesso sem interrupções. Todos os temas foram declarados jogo limpo exceto “o caso de pedofilia”. O acordo com o garoto de 13 anos que denunciou abuso sexual em 1993, que proibe as partes envolvidas em discutir detalhes do caso. Jackson que desmentia as acusações com veêmencia nessa época não se refere mais ao assunto desde então.

Esse tema não é abordado durante a entrevista. Assuntos menos escandalosos - suas ex-mulheres, sua odisséia com a cirugia plástica, e incluindo temas de que ele mesmo já tratou no passado, são limitados quando surgem na entrevista.

Jackson se mostra nostálgico sobre seus amigos famosos. "Frank Sinatra vivia próximo da gente. Sempre via a gente jogando basquete todos os dias. E Fred Astaire vivia na esquina. Tive oportunidade de conversar com ele, aprender e escutar. Eram momentos dourados. Quando tinha 16 anos, atuávamos em Las Vegas todas as noites e Elvis e Sammy Davis Jr. sentavam nas primeiras filas para me ver e aos meus irmãos e nos davam lições. “Nunca usem drogas” diziam. Nunca esqueci disso.

Lembro de seu vício aos analgésicos, Jackson fica quieto. Seu manager Trudy Green, que vigiava a entrevista junto com o executivo da Epic, Steve Einczig, o proibe de responder, apesar disso, ele confessa que faz quase uma década que ele foi um viciado e que o confessou na televisão.

Ele interrompe de novo quando falamos de Debbie Rowe, que deu a Jackson dois filhos durante seu casamento de 1996 a 1999. Parece que só ele tem a custódia de Prince, de 4 anos e Paris, de 3 anos, suas companhias constantes. Perguntado pelos persistentes rumores de que o casamento foi um acordo para ter herdeiros, Jackson fica em silêncio.

Vale lembrar que o artista é requesitado devido a obssessão da vida de Jackson fora do palco. Se ele estivesse de acordo em entrar nas áreas pessoais, Jackson lamenta “isso acabaria virando tema de toda a entrevista”.

"Invincible", editado em 30 de outubro, entrou como número 1 da Billboard vendendo 366.000 cópias, umas 25.000 a mais que quando foi lançado HIStory em 1995. O disco entrou na rádio pegando forte com "You Rock My World" e "Butterflies" mas saiu do Top 10 depois de quatro semanas apesar de sua auto-promoção que incluiu a transmissão do 30th Anniversary Special. O especial de duas horas que transmitido pela CBS estava composto por dois concertos em Nova York recopilando seus 30 anos como artista solo e chegou a uma audiência de 25.6 milhões de espectadores, prova de que Jackson segue sendo objeto de admiração.

Hoje não é diferente. Curiosos do Beverly Hills Hotel tentam ver Jackson enquanto tentam deixar o corredor livre e ele se mete rapidamente em um bungalow, seu rosto está debaixo de um chapéu, usa óculos escuros e uma máscara preta. Necessita de 40 minutos para “ se ajeitar” como disse Green.

Finalmente preparado para a entrevista, Jackson recebe seu visitante com um aperto de mãos, um sorriso tímido. A maquigem parece esconder a maçã do rosto e linha da mandíbula. Seus olhos castanhos estão escurecidos, a profundidade das linhas de seus olhos são a sombra dos vestígios de seu tom de pele original. Vitiligo, uma desordem que se caracteriza pela perda de pigmento na pele, deixou a maior parte do rosto e das mãos pálidas. Tem uma venda em seu pequeno nariz. Não dá explicação e perguntas posteriores sobre a condição de sua pele são rechaçadas por Green.

Alto e magro, Jackson usa um cascaco marrom, camisa vermelha e calças além de seus característicos sapatos e meias brancas.

Sentado em uma cadeira num quarto com luz fraca, Jackson parece relaxado e descansado. É generoso falando de seus colegas. Ele gostou da versão que Alien Ant Farm fez de "Smooth Criminal", incluindo o video com referências a Jackson. Seus olhos se arregalam quando fala de seus próximos projetos no cinema, especialmente em co-dirigir um filme com o diretor e ator Bryan Michael Stoller em maio. Ri sobre o medo que tem de terremotos e fica mal-humorado ao falar de seu pai dominante e toma força para falar das teorias da sua infância e sua eterna conversa entusiásmática sobre parques de diversões e brincadeiras.

Jackson irradia uma auto-confiança inabalável sobre suas habilidades musicais e se irrita somente quando fala sobre a pressão da mídia. Um momento raro na entrevista, foi quando Michael quis fazer desse encontro para enfatizar uma mensagem que com freqüência é deturpado pela imprensa.

"Tudo o que estou dizendo é que se cure o mundo, salvar nossas crianças”- diz.

Jackson se mostra agressivo com a atenção dos meios de comunicação, ainda que permaneça frustrado pelo nível de desprezo e especulação dirigida contra ele. Isto é um rancor que conseguiu ao subir ao trono do estrelato mas que por geral mantêm uma voz doce.

"O objetivo é conseguir o maior número de pontos, é a natureza humana"

Como fez em "Leave Me Alone" e "Tabloid Junkie", Jackson condena a má imprensa na canção "Privacy" de "Invincible".
Flanqueado pelas suas carabinas, Jackson afronta as perguntas com uma genial resignação e sem rastro de nervosismo.

Como responde aos artigos inexatos sobre você?

MJ: Não dou atenção. Os fãs sabem que o que os tablóides são uma porcaria. Sempre dizem para mim “Vamos queimar os tablóides” Já vi gente vir até mim e depois de me conhecer, começar a chorar. Pergunto “porque choras?” Me respondem “Porque pensava que era uma má pessoa, mas é uma pessoa maravilhosa” Digo “Quem lhe fez ter essa impressão?” Me dizem que pelo o que já leram. Lhes digo “Não acredite no que lê”.

Persistem os rumores, porque você não os contradiz?

MJ: Não. Já fiz muito isso no passado. Protagonizei a entrevista mais assistida da história da televisão com a Oprah Winfrey (em 1993). Mas a mídia quer deturpar tudo o digo e fazem seus julgamentos. Quero me manter na música e na arte. Penso nas muitas pessoas que admiro. Se pudesse estar frente a frente com Walt Disney ou Miquelângelo, me importaria em saber das suas vidas privadas? Quero saber tudo sobre a sua arte. Sou um fã.

Como você vê a você mesmo sendo ferido pelas críticas?

MJ: Ansioso, sabendo que tudo pode acontecer e sendo invencível, sendo o que acredito o que devo ser. Tem que se manter com um punho de ferro, não importa qual seja a situação.



Última edição por lucianarielo em Ter Nov 18 2008, 18:25, editado 2 vez(es)

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lucianarielo

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Super Fã Dedicado
Super Fã Dedicado
Os críticos fazem referência a você como o autoproclamado Rei do Pop. Você se elegeu com esse título?

MJ: Nunca me autoproclamei nada. Se pudesse chamava a Elizabeth Taylor agora mesmo, ela lhe explicaria como ela fez a frase. Ela estava me apresentando, creio que no American Music Awards e ela disse nas suas próprias palavras -nem sequer estava no roteiro- "Pessoalmente sou uma fã e na minha opinião, ele é o Rei do Pop, Rock e Soul” Então a imprensa começou a dizer “Rei do Pop” e os fãs começaram a me chamar assim. Isso de autoproclamado é mentira. Não sei porque dizem isso.

Os concertos de Nova York marcaram seu primeiro show nos EUA em 12 anos. Estava nervoso?

MJ: Não. Foi uma honra voltar a me reunir novamente com meus irmãos. O produtor queria uma enorme presença de artistas de diferentes campos. Foi uma grande honra tê-los ali em minha homenagem. Foi uma ocasião emocionante, feliz e divertida.

Você considera fazer uma turnê com seus irmãos?

MJ: Não acredito. Definitivamente gravarei um disco com eles, mas não faremos uma turnê. Eles adorariam fazer uma turnê. Mas quero me mover em outros campos. Fisicamente uma turnê exige muito. Quando estou no palco, é como uma maratona de duas horas. Me peso antes e depois de cada concerto, perco 5 quilos. O suor está por todo o cenário. Então chega ao hotel e sua adrenalina está no ponto máximo, não consegue dormir. E tem outro show no dia seguinte. É duro.

Se não faz turnê, como vai satisfazer a demanda do público e a sua necessidade de atuar?

MJ: Quero dirigir um especial sobre mim e fazer canções especiais para mim. Quero fazer algo íntimo, com a alma e o coração, só com um foco de luz.

Como reagiu quando "Invincible" chegou ao 1º lugar nas listas de vários países?

MJ: Foi um sentimento bonito. Chorei com lágrimas de felicidade ao ver todo esse amor.

Fazer Invincible levou vários anos. Você freou seu perfeccionismo nesse processo?

MJ: Tivemos que retardar um pouco porque nunca estou contente com as canções. Escrevi um monte de temas, tirei, escrevi mais. As pessoas dizem“está maluco? Essa é a que deveria ir no disco”. Mas eu digo“é melhor do que essa outra?” Tem somente 75 minutos em um CD e tem que explorar ao máximo esse limite.

Você fez Invincible com um só tema na cabeça?

MJ: Nunca penso nos temas. Deixo que a música se crie sozinha. Quero que seja uma misutra de todos os tipos de sons, toda classe de cores, algo para todo o mundo, desde um fazendeiro na Irlanda até uma senhora que limpa casas no Harlem.

É para você mais fácil escrever canções com o tempo?

MJ: É o que requer mais esforço porque não tem que fazer nada. Odeio dizer assim, mas é verdade. O céu deixa cair no seu colo, totalmente. As melhores peças vem dessa forma. Pode ficar no piano e dizer, “OK, vou escrever a melhor canção que jamais tenha feito” e nada. Mas posso estar caminhando pela rua ou tomando banho ou jogando e boom, golpeia a cabeça. Tenho escrito muito sobre isso. Estou jogando em uma máquina de pinball e tenho que correr escadas acima para tomar meu pequeno gravador e começar a ditar. Ouço tudo em sua tonalidade, como vão ser as acordes, o que vai fazer o baixo, tudo.

É difícil transcrever esse som para o gravador?

MJ: É frustrante. Na minha cabeça, está completa, mas tenho que transcrever para uma fita. É como dizia Hitchcock "O filme está terminado". Mas todavia tem que começar a dirigí-la. Com a canção é a mesma coisa. A vê inteira e então a interpreta.

Depois dessa larga ausência, tem dúvidas sobre a sua atual relevância?

MJ: Nunca. Confio nas minhas habilidades. Sou realmente perseverante. Nada pode me parar quando ponho a minha mente no que quero fazer.

Depois do 11 de setembro, escreveu uma canção beneficiente, What More Can I Give, como ela está ?

MJ: Não está terminada. Estamos chamando mais artistas, por agora estou ficando satisfeito com a instrumentação.

Acredita que a música é uma ferramenta para curar?

MJ: É uma terapia que vem da alma. É terapêutica. É algo que nosso corpo necessita ter, como a comida. É muito importante entender o poder da música. Ainda que esteja em um elevador ou em uma loja, a música afeta a forma como você se comporta, a forma como trata seu vizinhos.

(Prince mostra a Jackson um desenho. "Gostei" - diz Jackson"Quer ir ao banheiro? "Não" - diz Prince.)

Invincible não bateu recorde de vendas. "Thriller" é uma sombra enorme?

MJ: Absolutamente. É difícil porque estou competindo comigo mesmo. "Invincible" é tão bom ou melhor que "Thriller", na minha verdadeira e humilde opinião. Tem muito a oferecer. A música é o que vive e o que perdura. "Invincible" vem tendo um grande êxito. Quando “O Quebra Nozes” foi apresentado ao mundo, foi uma bomba. Que importa como acabou a história?

(Prince volta com outro desenho. "Que me prometeu?" pergunta Jackson. "Que você ficaria quieto?" Prince responde, e volta)

O que a paternidade mudou em você?

MJ: Em muitas coisas. Tem que valorizar seu tempo de uma maneira diferente, não o duvide. É sua responsabilidade assegurar que esteja preocupado e criando os filhos com boas maneiras. Mas não quero deixá-los tomar o caminho da música, a dança ou atuações. Tenho que jogar dois papéis diferentes. Sempre quis ter uma família grande, desde que estava no colégio. Sempre dizia ao meu pai que eu o superaria. Eles tiveram 10 filhos. Gostaria de ter 11 ou 12.

O que quer ensinar para seus filhos?

MJ: Tento estar seguro de que sejam respeitosos, honrados e educados com todo mundo. Digo que façam o que façam, o façam bem. Em tudo que forem fazer na vida, que sejam os melhores.

(Prince fica de frente a Michael. "Deixa de olhar para mim" diz Jackson sorrindo.)

E você, aprendeu com eles?

MJ: Muito. (A paternidade) faz com que você se lembre do que a Bíblia nos diz. Quando os Apóstolos discutiam sobre quem era o maior ante os olhos de Jesus, ele disse “nenhum de vocês” e chamou uma criança e disse “até que sejem humildes como esta criança” Você se lembra que deve ser educado e amável e ver as coisas com os olhos de uma criança, com a expressão infantil. Eu todavia a mantenho. Estou ainda fascinado pelas nuvens e o pôr do sol. Ontem estava fazendo pedidos ao arco íris. Vis as chuvas de estrelas. Fiz um pedido cada vez que via uma estrela cair.

Quais são os seus desejos?

MJ: Paz e amor para as crianças. (Prince volta, movendo-se nervosamente “Para” - diz Jackson, segurando gentilmente a cabeça do filho, “Pode ficar quieto?”)

Você tem falado de seu plano de escolarizar seus filhos em casa. Dada a sua fama, poderá dar a eles uma vida normal?

MJ: Faço o melhor que posso. Não posso afastá-los de outras crianças. Haverá outras crianças no colégio de Neverland. Deixarei que eles saiam ao mundo. Não podem ir sempre comigo. Podemos ser atacados. Quando estivemos na África, Prince viu uma invasão de fãs em um grande shopping. As pessoas começaram a quebrar as coisas, corriam e gritavam. Meu maior medo era que os fãs ficassem feridos e alguns ficaram. Vi vitrinas quebradas, sangue e ambulâncias.

Você fica ressentido da fama ter roubado a sua infância?

MJ: Sim. Não é raiva, é dor. As pessoas me vêem em um parque de diversões ou com outras crianças me divertindo, e não param para pensar “ele nunca teve a oportunidade de fazer isso quando era pequeno” Nunca tive a oportunidade de fazer as coisas divertidas que outros crianças faziam: festas de pijamas, festas, verdade ou conseqüência. Não tive natal nem férias. Assim, agora tento compensar algo daquele tempo perdido.

Você já fez as pazes com seus pais?

MJ: Está muito melhor. Meu pai é uma pessoa melhor agora. Acredito que se deu conta que seus filhos não são tudo. Sem sua família, não tem nada. É um bom ser humano. Um tempo atrás ficava horrorizado só ao vê-lo. Mudou muito e para melhor. Tenho desejado que não tivesse sido tão tarde.

Ele ofereceu a música como uma fuga para seus problemas infantis?

MJ: Claro. Cantávamos em casa continuamente. Cantávamos harmonias de grupo enquanto lavávamos pratos. Fazíamos canções enquanto trabalhávamos. Isso é o que o fez ser grande. Tem que sofrer essa tragédia, essa dor para se dar conta. Isso é o que faz ser grande a um palhaço. Pode ver que está ferido atrás da sua máscara. Tem algo a mais externamente. Chaplin fez isso de maneira bela, melhor do que ninguém. Eu posso interpretar esses momentos também. Estou por detrás do fogo cruzado muitas vezes.

(Prince volta. Se inclina contra a cadeira para chegar até ele. “Deixa de me olhar” pede Jackson, claramente nervoso depois do exame minucioso do filho. “Não está fácil”. Jackson o adverte “Pode ser que ganhe um doce”)

Você já teve algum conflito religioso com suas crenças e a natureza sexy da sua música e da sua dança?

MJ: Não. Canto sobre as coisas que são encantadoras, se as pessoas interpretam isso como coisa sexy, é coisa delas. Nunca uso palavras que soem mal como muitos dos rappers. Eu gosto e respeito o trabalho deles, mas acredito que devem ter mais respeito com os pais, com as mães, com as pessoas mais velhas. Se fizesse uma canção com palavras grosseiras e visse uma senhora entre o público me sentiria mal.

Mas e seus movimentos onde você toca a virilha?

MJ: Começei isso em "Bad". Martin Scorsese dirigiu esse short film no Metrô de Nova York. Deixei que a música me disesse o que deveria fazer. Recordo dele dizendo, “Foi uma grande tomada! Quero vê-la” Assim que rebobinamos a fita e disse “aaaah!!” não acreditava que eu estive fazendo aquilo. Então todos começaram a fazer, e a Madonna também. Mas não acredito que tenha conotação sexual.

Como passa seu tempo livre nesses dias?

MJ: Gosto de fazer coisas tontas, guerras de bombas de água, guerra de tortas, de ovos. (Olhando para Prince) Pronto terá uma boa! Não acredito que quando cresça tenha que deixar de fazer. Na minha casa, construí um forte para jogar a guerra das bombas de água com duas partes, uma equipe vermelha e a outra é a equipe azul. Temos regras para a distância para disparar a água e lançadores para os balões. Temos pontes e locais para nos esconder. Eu adoro.

Depois de 38 anos no show business, os fãs ainda lhe perseguem. Você é imune a adulação?

MJ: Sempre é um bom sentimento. Nunca me canso disso. Nunca o tomo como orgulho ou pensando que sou melhor que meu vizinho ao lado. Ser amado é algo maravilhoso. É a razão principal para fazer o que faço. Me sinto orgulhoso de dar as pessoas esse sentimento de escapismo, um truque para os olhos e ouvidos. Acredito que essa seja a razão pelo que estou aqui.

Por que acredita que as pessoas estão invejosas?

MJ: Se olha por detrás da história, é o mesmo com todo o mundo que consegue coisas maravilhosas. Sei que a família Disney e as filhas de Walt diziam para mim o quanto era difícil ir para a escola. As crianças diziam “Odeio Walt Disney. Não tem nada de divertido. Não vemos nada do que ele faz” Os filhos de Charlie Chaplin, a quem conheço bem, tiveram que tirar seus filhos do colégio. Sempre diziam “Seu avô era um idiota. Ele não tinha a menor graça. Não gostamos dele” Era um gênio! Assim que tem que viver com esses invejosos. Acreditam que assim eles lhe ferem. Nada pode me ferir. Quanto mais famoso é, maior alvo você se tornará. Ao menos falam de você. Quando deixam de fazê-lo, então tem com que se preocupar.

Como você lida com as exigências físicas de seus concertos no Madison? Faz exercícios?

MJ: Odeio fazer exercício. Odeio profundamente. A única coisa que faço é dançar. É um exercício. Por isso gosto de karatê e de kung fu. Tudo é dança. Mas esse negócio de ficar em cima, em baixo? Eu odeio.

Você se sente intimidado por algum dos artistas no concerto?

MJ: Não. Me diverti vendo as atuações. Tudo é uma aprendizagem para mim. Nunca deixo de aprender. Realmente me inspirou.

Você gosta mais da música moderna ou da antiga?

MJ: Eu gosta da época antiga. Tem mais melodia. Hoje as pessoas se conformam com o ritmo, coisa que é bom, mas sempre digo que a melodia sempre reinará.

Você juntou uma grande equipe com vários músicos. Que lhe atrai em um colaborador particular?

MJ: Se vejo potencial nas suas habilidades como artista ou músico, lhe dou um refrão ou uma linha ou frase e vejo como toca ou executa. As vezes tiramos todo o dia e ainda assim não fica bom.

Aprendeu isso com seus pais?

MJ: Nossos pais nos ensinaram a ser sempre respeitosos e sem importar no que fôssemos fazer, dar de tudo naquilo que se faz. Ser os melhores, não os segundos melhores.

Habitualmente está sendo perseguido pelos fãs. Alguma vez você temeu pela sua própria segurança?

MJ: Nunca, jamais. Sei exatamente que fazer quando a coisa fica feia, como jogar com eles. Todo o tempo que podem lhe ver, eles ficam loucos, mas você pode ficar no olho do furacão. Se você se esconde, e não conseguem lhe ver, eles se acalmam.

Seu círculo mais próximo de amizades parece consistir em pessoas muito jovens ou pessoas bem mais velhas. O que liga você a pessoas como Marlon Brando ou Elizabeth Taylor?

MJ: Temos tido as mesmas vidas. Eles cresceram no mundo do espectáculo. Nos olhamos e é como se nos olhássemos em um espelho. Elizabeth tem a sua pequena criança dentro dela já que não teve infância. Estava nas filmagens todos os dias. Ela gosta de jogar coisas novas e isso a inspira. É um grande ser humano. Igual que Brando.

Que aconteceu com seus planos para construir parques de diversões na Europa e na África?

MJ: Todavia estamos trabalhando em vários projetos. Não posso dizer para você onde será. Adoro os parques de diversões. Adoro ver as crianças irem juntas, passando esse tempo com seus pais. Não é como ir com seus filhos colocá-los nos brinquedos e ficar sentado nos bancos comendo amendoim. Agora você se diverte com eles. É isso que constroi a unidade da família.

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Eliete J Jackson

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Fã Convicto
Fã Convicto
nossa muito bom adoro entrevista ,quanto mais melhor ,adorei tudo ,quanto mais ficar sabendo dele melhor ,

badjackson

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Membro Invincible
Membro Invincible
ESSA ENTREVISTA É SIMPLESMENTE ÓTIMA

Convidad

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Convidado
Entrevista do MJ é tão bom quanto os shows Razz
Qto mais melhor, vlw Luciana

Jéssica Jackson'

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Fã Convicto
Fã Convicto
Muito perfã mesmo essa entrevista, adorei as partes em que fala sobre o Prince Michael I,

San MJ

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Membro Invincible
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Se não faz turnê, como vai satisfazer a demanda do público e a sua necessidade de atuar?

MJ: Quero dirigir um especial sobre mim e fazer canções especiais para mim. Quero fazer algo íntimo, com a alma e o coração, só com um foco de luz.


Seria esse especial THIS IS IT ? Rolling Eyes

Aluada Jackson

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Fã Dedicado
Fã Dedicado
Ótima entrevista.
Sempre adoro ler o que ele falava. Embora sempre tímido e acanhado, ele revelava um pouquinho de si, em cada entrevista.
Queria que tivesse vídeo, pra ver Prince encarando e ele lhe corrigindo. Como sempre, carinhoso até para corrigir.

Leninha Jackson

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Fã Máximo
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Amo ler e ver entrevistas dele...é mto bom sempre saber mais sobre esse anjo.

Tami

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Fã Máximo
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Michael sabe se expressar muito bem. Suas respostas são sempre bem elaboradas e refletem o que sente. Adoro as partes que mostram as interrupções de Prince, são bem engraçadas. Prince é um sapeca...rsrsrs.

San MJ

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Membro Invincible
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Aluada Jackson escreveu:Ótima entrevista.
Sempre adoro ler o que ele falava. Embora sempre tímido e acanhado, ele revelava um pouquinho de si, em cada entrevista.
Queria que tivesse vídeo, pra ver Prince encarando e ele lhe corrigindo. Como sempre, carinhoso até para corrigir.

Pai exemplar. Modelos que muitos deveriam seguir

Leele

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Super Fã Veterano
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também adoro as entrevistas do Mike,seria otimo se tivesse video,mas mesmo assim tá lindo..Prince mto fofo e sapeca ,mas e a Paris? devia ser bem quetinha,não interrompeu nenhuma vez *-*

zanzajack

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O q tenho a dizer? Perfeito!!!

Big.nathalia

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Fã Máximo
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ADÖREI!

Gab

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Super Fã Dedicado
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Silêncio Quebrado: Michael Jackson em Entrevista



As primeiras palavras de Michael Jackson parecem levar a um diálogo bem sincero. "Desculpe a minha pele", diz ele. "Eu acabo de chegar do dermatologista. Então, finja que não está vendo". A ordem é difícil de seguir quando você lida com a figura mais escrutinizada no mundo do entretenimento, especialmente alguém que tem "excentricidades" como usar disfarces em público e muita maquiagem para fotos. Enquanto ele usa pouca maquiagem para a entrevista, figurativamente, a máscara nunca cai completamente.

O que foi dito como uma entrevista sem limites, às vezes se torna jogo duro com dois protetores determinados a manter o foco na arte do Rei do Pop, apesar de afirmações feitas por um relações-públicas da Epic Records de acesso irrestrito. Todos os assuntos foram declarados como jogo limpo, exceto "o caso de pedofilia". O acordo, que data de 1993, entre Michael Jackson e a família de um garoto com então 13 anos, proíbe ambos os lados de discutirem detalhes. Michael até hoje nega veementemente as acusações, e não fala sobre isso desde a época.

O assunto não foi abordado durante a entrevista de uma hora. Problemas menos escandalosos, como suas ex-esposas, a odisséia de cirurgias plásticas, assuntos que ele já discutiu no passado - foram destinados a ficar fora de cogitação à medida que apareciam.

Quando é lembrado do vício em analgésicos, ele fica quieto. A empresária, Trudy Green, monitorando a entrevista com o executivo da Epic, Steve Einczig, o proíbe de responder, embora ele mesmo tenha confessado o vício e tratamento posterior durante um testemunho na TV feito quase uma década atrás.

Ela interrompe de novo quando a conversa aborda Debbie Rowe, que deu 2 filhos a Michael entre 1996 e 1999, período em que foram casados. Ele parece ter plena custódia de Prince, 4 anos, e Paris, 3, companhias constantes. Quando pedido para comentar sobre rumores persistentes que o casamento teria sido arranjado para conseguir uma gravidez, Michael fica quieto.

"Não, não, não", protesta a empresária. "Não é para isso que estamos aqui".

Uma segunda punhalada: "As crianças passam certo tempo com a mãe?".

"Ele não quer falar sobre isso", intervém Green. "O assunto é Michael como um artista".

Claro, o artista é subestimado quando lembramos a obsessão cultural em relação a vida de Michael fora dos palcos. Se ele concorda em falar sobre assuntos pessoais, ele lamenta: "Isso vai virar a história inteira".

Com décadas e décadas de recordes, Michael Jackson coninua um objeto de fascinação. E hoje não é exceção. Observadores no Beverly Hills Hotel se encurralam para dar uma olhada em Michael, enquanto o caminho é aberto é ele é suavemente empurrado para um apartamento, com um chapéu, óculos escuros e a máscara cirurgia negra. Ele passa 40 minutos "se arrumando", como Green mesma explica.

Finalmente preparado para a platéia, Michael cumprimenta os visitantes com um aperto de mão, um sorriso tímido e o comentário sobre a pele. A maquiagem parece restrita às bochechas e às maxilas. As sobrancelhas estão escurecidas e escovadas; as olheiras podem ser uma sombra dos vestígios de seu tom de pele original. O vitiligo, uma doença autoimune caracterizada pela perda de pigmento epitelial, deixou grande parte de seu rosto e mãos pálidos. O nariz pequenino esta com fitas adesivas. Ele não dá explicações, e perguntas sobre a situação de sua pele são sumariamente descartadas pela empresária.

Alto e esguio, Michael veste uma jaqueta de couro marrom, camisa vermelha, calças e as marcas registradas, meias brancas e sapatos pretos. Prince, o filho de cabelos pretos tingidos de loiro, veste-se de modo parecido, com mesmos sapatos e um uniforme policial para crianças completo, incluindo algemas de plástico caindo de um cinto.

"As chaves funcionam!", anuncia ele, antes de devolvê-las para as gavetas em uma mesa por perto.

Sentado em uma cadeira na suíte com pouca iluminação, Michael parece relaxado e equilibrado, embora um pouco cansado. Ele é generoso ao elogiar imitadores. Ele se sente orgulhoso de imitações e adora a versão cover do Alient Ant Farm para "Smooth Criminal", incluindo o vídeo. Os olhos se iluminam ao conversar sobre projetos futuros de filmes, especialmente sobre co-dirigir um com o diretor e ator Bryan Michael Stoller em maio. Ele ri quando fala de sua fobia de terremotos, fica triste ao falar de um pai dominador, e dá força às teorias de sua eterna infância, em uma conversa entusiasmada sobre brinquedos e parques de diversões.

Michael irradia auto-confiança sobre suas habilidades musicais e irritação quando indagado sobre a imprensa. Raramente entrevistado, ele concordou com o encontro esperando enfatizar uma mensagem que é freqüente escurecida por fofocas: "Tudo que quero falar é que salvem o mundo, e nossas crianças".

"O cara que influencia a maior parte da população é sempre o alvo", reclama ele. "É a natureza humana".

Nessa entrevista dada ao "USA Today", o Rei do Pop se abre...

USAT: Como responde aos artigos mentirosos sobre você?

MJ: Eu não presto atenção alguma. Os fãs sabem que os tablóides são um lixo. Eles sempre me falam, "Vamos fazer uma fogueira de tablóides". É terrível isso, tentar assassinar o caráter de alguém. Eu já me encontrei com pessoas que, após o ocorrido, começam a chorar. Eu pergunto o porquê, e elas falam "Porque eu pensei que você fosse ficar parado, mas você é o cara mais legal". E eu pergunto, "Quem tinha te falado isso?", e elas respondem que leram. E eu digo, "Não acreditem no que vocês lêem".

USAT: Os rumores persistem por que você não os nega?

MJ: Não. Eu já fiz tanto. Eu já fui entrevistado no programa de maior audiência da história da TV, com Oprah Winfrey, em 1993. Mas a mídia tende a mudar o que você fala, julgando. Eu quero continuar o assunto na música e na arte. Eu penso nas minhas pessoas prediletas. Se eu pudesse ficar cara a cara com Walt Disney ou Michelângelo, eu ia ligar para o que eles fazem na vida privada? Eu ia querer saber sobre a arte deles. Eu sou um fã.

USAT: Como você se protege de ser machucado pelas críticas?

MJ: Esperando-as, sabendo que vai acontecer, e sendo invencível, sendo sempre aquilo para que fui ensinado. Você continua firme com punhos de aço, não importando a situação.

USAT: Os críticos referem-se a você como o "autoproclamado Rei do Pop". Você escolheu o título?

MJ: Eu nunca me autoproclamei nada. Se eu telefonasse para a Elizabeth Taylor agora, ela iria te falar que foi ela que apareceu com a frase. Ela me apresentou, eu acho que no American Music Awards, com as palavras dela - não estava no roteiro - "Eu sou uma fã, e na minha opinião ele é o rei do pop, rock e soul". E daí a imprensa começou com o "Rei do Pop" e os fãs também. Esse negócio de "autoproclamado" é besteira, eu não sei quem começou com tudo.

USAT: Os shows em Nova York marcaram os seus primeiros nos EUA em 12 anos. Você estava nervoso?

MJ: Não. Foi uma honra estar de novo com meus irmãos. O produtor queria um conjunto de homenagens diferentes. Foi uma honra ter os artistas me homenageando. Foi aconchegante, feliz, uma ocasião divertida.

USAT: Você pensaria em uma turnê com os seus irmãos?

MJ: Eu acho que não. Eu com certeza faria um álbum com eles, mas não uma turnê. Eles iriam adorar sair em turnê. Mas eu quero mudar. Fisicamente, fazer shows é estressante. Quando estou no palco, é como uma maratona de 2 horas. Eu me peso antes e depois, e perco 4 kg. O suor fica por todo o palco. Então você vai para o hotel e a adrenalina está lá em cima e você não consegue dormir. E daí você tem um show no outro dia. É duro.

USAT: Se você não sair em turnê, como você vai satisfazer a vontade do público assim como sua necessidade de se apresentar?

MJ: Quero dirigir um especial, e cantar canções que me emocionam. Quero fazer algo mais íntimo, de corpo e alma, com apenas um foco de luz.

USAT: Como você reagiu quando Invincible chegou ao topo das paradas nos Estados Unidos e mais uma dúzia de países?

MJ: Foi uma coisa adorável. Eu chorei de alegria ao ver todo aquele amor.

USAT: Invincible levou anos para ficar pronto. O seu perfeccionismo retardou o processo?

MJ: Realmente levou certo tempo porque nunca estou feliz com as faixas. Eu componho dezenas, jogo fora, escrevo mais um pouco. As pessoas dizem: "Você está maluco? Isso tem que estar no álbum". Mas eu falo, "É melhor que essa outra?". Você tem apenas 75 minutos em um CD, e chegamos ao limite.

USAT: Você fez o álbum com um tema na cabeça?

MJ: Eu nunca penso em temas. Eu deixo a música criar-se por si mesma. Eu quero que seja um potpourri de todos os tipos de sons, de cores, algo para todo mundo, do fazendeiro na Irlanda para a mulher que limpa banheiros no Harlem.

USAT: Compor canções ficou mais fácil com o tempo?

MJ: É a coisa mais sem esforço do mundo, porque você não faz nada. Eu odeio falar assim, mas é a verdade. Os céus jogam no meu colo, completamente. As verdadeiras jóias chegam assim. Você pode se sentar ao piano, e falar "OK, vou compor a maior canção jamais composta", e nada. Mas você pode estar andando na rua, ou tomando banho, ou brincando, e bum, vem na tua cabeça. Eu já compus muito assim. Estou jogando pinball, e tenho que subir para meu quarto e pegar o gravador e começar a passar tudo. Eu ouço tudo na totalidade, o que fazem as cordas, o baixo, o piano, tudo.

USAT: É difícil traduzir esse som para a fita?

MJ: Isso é que é frustrante. Na minha cabeça, está completo, mas eu tenho que passar para a fita. É como Hitchcock falou, "O filme está completo". Mas ele ainda tem que começar a dirigí-lo. Com a canção é a mesma coisa. Você a enxerga completamente, mas tem que fazê-la.

USAT: Depois de tão longa ausência, você tinha dúvidas sobre a sua relevância atual?

MJ: Nunca. Eu tenho confiança nas minhas habilidades. Eu tenho verdadeira perseverança. Nada pode me parar, quando eu penso em algo.

USAT: Depois de 11 de setembro, você compôs uma canção beneficente, "What More Can I Give". Qual a situação dela?

MJ: Não está terminada. Estamos colocando mais artista, e estou ficando satisfeito com a parte instrumental.

USAT: Você acredita que a música é um instrumento para a cura?

MJ: É um mantra que acalma a alma. É terapêutico. É algo que o corpo tem que ter, como comida. É muito importante entender o poder da música. Quer você esteja em um elevador, ou numa loja de departamentos, a música afeta o modo como você faz compras, o modo como você trata seu vizinho.

(Prince entrega a Michael um desenho. "Eu gostei", diz ele. "Você tem que ir ao banheiro?". Prince: "Não").

USAT: Invinciblenão teve quebras de recorde de venda. Thriller é uma sombra muito grande?

MJ: Absolutamente. É difícil porque você compete contra si mesmo. Invincible é tão bom ou melhor que Thriller, na minha verdadeira, humilde opinião. Tem mais a oferecer. A música é o que importa, não tem fim. Invincible foi um grande sucesso. Quando "O Quebra-Nozes" foi apresentado ao mundo, foi bombardeado. O importante é como a história termina.

(Prince reaparece com mais um desenho. "O que você prometeu?", pergunta Michael. "Ficar quieto?", responde ele, afastando-se).

USAT: Como a paternidade te mudou?

MJ: De uma maneira enorme. Você tem que avaliar melhor o seu tempo, sem dúvida alguma. É sua responsabilidade ter certeza que eles estão sendo bem cuidados e educados com boas maneiras. Mas eu me nego que isso influencie a música, a dança ou o modo como me apresentar. Eu tenho que atuar em 2 papéis diferentes. Sempre quis ter uma grande família, desde que estava na escola. Sempre falei para o meu pai que eu queria ultrapassá-lo. Ele teve 10 filhos. Eu adoraria ter 11 ou 12.

USAT: O que você ensinou a seus filhos?

MJ: Eu tento ter certeza que eles sejam respeitosos e gentis com todo mundo. Eu falo para eles, não importa o que façam, que trabalhem duro. O que quer que seja que eles façam pela vida inteira, que sejam os melhores.

(Prince fica o encarando. "Pare de olhar para mim", diz Michael, sorrindo).


USAT: O que seus filhos te ensinaram?

MJ: Muito. A paternidade te lembra o que a Bíblia sempre ensinou. Quando os apóstolos estavam discutindo entre eles sobre quem era o maior aos olhos de Jesus, ele falou, "Nenhum de vocês", e chamou um pequeno garoto e disse, "até que você seja humilde como essa criança". Isso lembra que você deve ser generoso e humilde e ver as coisas com os olhos de uma criança e se surpreender infantilmente. Eu ainda tenho isso. Eu ainda fico fascinado com as nuvens e o pôr-do-sol. Eu estava fazendo pedidos com o arco-íris, ontem. Eu vi a chuva de meteoros. Eu faço um pedido toda vez que vejo uma estrela cadente.

USAT: Quais são os seus desejos?

MJ: Amor e paz para as crianças. (Prince volta, encarando intensamento. "Pare com isso", diz Michael, gentilmente virando a cabeça do garoto. "Você consegue ficar quieto?).


USAT: Você disse planejar uma escola privada para seus filhos. Levando em conta sua fama, como você pode providenciar uma vida normal para eles?

MJ: Você faz o melhor que você pode. Você não os isola para as outras crianças. Haverá outras crianças na escola. Eu deixo que eles saiam para o mundo. Mas eles não podem sempre sair comigo. Somos perseguidos e atacados. Quando estávamos na África, Prince viu uma multidão nos perseguindo no shopping center. As pessoas quebraram tantas coisas, correndo e gritando. O meu maior medo é que os fãs se machuquem, e eles fazem isso. Eu já vi vidros quebrarem, sangue, ambulâncias.

USAT: Você se sente amargo da fama ter roubado sua infância?

MJ: Sim. Não é raiva, é dor. As pessoas me vêem em um parque de diversão, ou então com outras crianças, me divertindo, e elas não param e pensam, "Ele nunca teve essa chance quando era novo2. Eu nunca tive a chance de fazer as coisas divertidas que as crianças fazem: dormir um na casa do outro, festas, brincadeiras. Não havia Natal, nem feriados. Então agora você tenta compensar algumas dessas perdas.

USAT: Você fez as pazes com seu pai?

MJ: É muito melhor agora. Meu pai é uma pessoa bem mais agradável. Eu acho que ele percebe que os filhos dele são tudo. Sem sua família, você não é nada. Ele é um ser humano bom. Em certo momento, ficamos horrorizados só com a presença dele. Morríamos de medo. Ele acabou por ficar melhor. Só queria que não fosse tão tarde.

USAT: A música te ofereceu um escape das preocupações da infância?

MJ: Claro. Sempre cantávamos em casa. Fazíamos harmonia em grupo enquanto lavávamos a louça. Compunhamos canções enquanto trabalhávamos. É isso que faz tudo maior. Quando você tem aquela tragédia, aquela dor pra te empurrar. É isso que faz grande um palhaço. Você vê quando ele está machucado atrás da maquiagem. Ele é algo diferente externamente. Chaplin fez isso maravilhosamente, melhor do que ninguém. Eu posso fazer esse papel às vezes, também. Já estive debaixo do fogo muitas vezes.

(Prince está de volta. Ele se encosta na cadeira para olhar para o Rei do Pop. "Pare de olhar para mim", Michael implora, notadamente nervoso com o escrutínio do garoto. "Você não está facilitando as coisas". Ambos riem, e Michael avisa provocando, "Você pode não ganhar aquele doce").

USAT: As suas crenças religiosas alguma vez conflitem com a natureza sexual de sua música ou dança?

MJ: Não. Eu canto sobre o amor, e se as pessoas interpretam isso como sexo, é problema delas. Eu nunca uso palavrões como alguns dos rapper. Eu amo e respeito o trabalho deles, mas eu acho que tenho muito respeito pelos pais, mães e pessoas idosas. Se eu fizesse uma canção com palavrões e visse uma senhora na platéia, eu ficaria envergonhado.

USAT: Mas e seus passos tão conhecidos, como aqueles em que você "pega lá embaixo?"

MJ: Eu comecei a fazer isso com Bad. Martin Scrosese dirigiu o curta-metragem nos metrôs de Nova York. Eu deixei a música me falar o que fazer. Eu lembro dele ter falado, "Esse foi um 'take' ótimo. Eu quero que você veja". Daí vimos a cena, e ficamos espantados, não percebi ter feito aquilo. Mas aí todo mundo começou a fazer, até a Madonna fez. Mas não é sexual de jeito nenhum.

USAT: Como você aproveita o tempo livre ultimamente?

MJ: Eu gosto de fazer coisas bobas - lutas de balões d'água, de tortas, de ovo. (Virando-se para Prince) Você tem uma muito boa vindo aí!. Acho que nunca vou me cansar disso. Na minha casa, construí um forte para lutas de balões d'água com dois lados, com um time vermelho e outro azul. Temos canhões que jogam água longe, e estiligues para jogar os balões. Temos pontes e lugar para nos esconder. Eu adoro isso.

USAT: Após 38 anos no mundo da música, os fãs ainda o perseguem. Você é imune a isso?

MJ: É sempre muito bom. Eu nunca ignoro. Nunca me encho de orgulho ou penso que sou melhor que o vizinho. Ser amado é uma coisa maravilhosa. É a razão principal por eu fazer o que eu faço. Eu me sinto compromissado com isso, a dar às pessoas um senso de escapismo, um presente para os olhos e os ouvidos. Eu acho que é a razão para eu estar aqui.

USAT: Por que você acha que as pessoas são ciumentas?

MJ: Se você olhar para a história, foi o mesmo com qualquer um que tenha conseguido coisas maravilhosas. Eu conheço bem a família Disney, e as filhas do Walt costumavam me contar das dificuldades que tinham na escola. As crianças falavam "Eu odeio o Walt Disney. Ele não é nem engraçado. Não o assistimos". Os filhos de Charlie Chaplim, que eu conheço bastante, tiveram que tirar os filhos da escola. Eles eram provocados: "O avô de vocês é estúpido. Ele não é engraçado. Não gostamos dele". Ele era um gênio! Então você tem que ligar com esse ciúme. Eles acham que estão te machucando. Nada poderia me machucar. Quanto maior a estrela, maior o alvo. Ao menos eles estão falando. Quando eles param de falar, você tem que se preocupar.

USAT: Como você se preparou para as necessidades físicas dos seus concertos especiais - que foram exibidos como um especial de 2 horas na CBS? Você faz exercícios?

MJ: Eu odeio exercícios. Eu odeio muito. A única coisa que faço é dançar. Isso é um exercício. É por isso que gosto de algumas coisas do karatê e kung-fu. É tudo uma dança. Mas ficar abaixando e levantando? Eu odeio.

USAT: Você se sentiu intimidado com algumas das estrelas?

MJ: Não. Eu adorei ver as performances. É tudo uma escola para mim. Nunca paro de aprender. Foi realmente inspirador.

USAT: Você gosta mais da música moderna ou da antiga?

MJ: Gosto das coisas antigas. É mais melódico. Hoje as pessoas se apóiam em uma batida ou ritmo, o que é legal, mas eu já falei e falo de novo, a melodia sempre vai ser a rainha. Você tem que assobiar.

USAT: Você se juntou a uma grande variedade de músicos. O que atrai você em um colaborador particular?

MJ: Se eu vejo algum potencias na habilidade de um artista ou músico, eu vou dar a eles um refrão, ou então uma frase e ver como eles tocam ou executam. Algumas vezes leva o dia inteiro e ainda não está certo.

USAT: Você aprendeu essa lição com seus pais?

MJ: Nossos pais nos ensinaram a sempre respeitar, e não importa o que você faça, a dar tudo de si. Ser o melhor, não o segundo melhor.

USAT: Você é freqüentemente perseguido por multidões de fãs. Você tem medo da própria segurança?

MJ: Nunca, jamais. Eu sei exatamente o que fazer quando fica realmente difícil, como brincar com eles. Enquanto eles podem te ver, eles estão loucos, mas você pode se colocar no olho do furacão. Se você se esconde e eles não podem de ver, eles se acalmam.

USAT: O seu círculo de amizades consiste de amigos muito novos ou muito mais velhos. O que o liga a pessoas como Marlon Brando e Elizabeth Taylor?

MJ: Tivemos a mesma vida. Eles cresceram no show business. Olhamos um para o outro, é como se olhássemos em um espelho. Elizabeth tem aquela garotinha dentro dele, que nunca teve uma infância. Ela estava no set todo dia. Ela adora brincar com um novo brinquedo, e fica totalmente inspirada. Ela é um ser humano maravilhoso. Assim como o Brando.

USAT: E seus planos de construir parques de diversão na Europa e na África?

MJ: Ainda estamos trabalhando em alguns projetos. Eu não posso falar agora exatamente onde. Eu adoro parques de diversão. Eu amo ver as crianças de juntando, divertindo-se com os pais. Não é como costumava ser, quando você colocava as crianças no carrossel e sentava no banco comendo amendoins. Agora você aproveita com elas. Cria uma unidade familiar.


Me desculpem se esta entrevista já foi postada!

Candice

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Fã
Cara eu amo muito ele, cada vez mais! *--*

Michele Luipe

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Super Fã
Super Fã
Como ele consegue ser tão doce?! Amo demais, tudo! Seu jeito, suas palavras. Michael como ele mesmo disse é um gentleman!

http://micheleluisa.nafoto.net/

Aluada Jackson

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Fã Dedicado
Fã Dedicado

Jussara

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Membro Unbreakable
Membro Unbreakable
PERFEITO meu anjo........Adorei a entrevista.

lala_mike

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Super Fã
Super Fã
Linda a entrevista!!!Parabéns!

vaniamj

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Fã Máximo
Fã Máximo
Nossa como Michael é maravilhoso, humano, sensivel, realmente Tudo de Bom.

Jeane

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Super Fã Veterano
Super Fã Veterano
realmente Michael é singular...único!!!!
Teamodemaisssssssssss

Tatyka

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Fã Máximo
Fã Máximo
LINDA AMEI, FOFO COMO SEMPRE, MEU ANJO

Renaata Jackson

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Fã Dedicado
Fã Dedicado
adorei cm sempre
cada dia que passa eu amo mais esse hoomem ♥

valeria jackson

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Super Fã
Super Fã
Perfeito... maravilhosooo... ameii !!!

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